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Terça-feira, 19 de fevereiro de 2019

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CRM ainda coleta documentos para apurar morte de esteticista

Da Redação - Fabiana Mendes

24 Jun 2018 - 09:30

Foto: Rogério Florentino Pereira/OD

Detalhe: Edléia Daniele Ferreira Lira

Detalhe: Edléia Daniele Ferreira Lira

A sindicância instaurada pelo Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM/MT) para apurar a morte da esteticista Edléia Daniele Ferreira Lira, após uma cirurgia plástica no Hospital Militar, em Cuiabá ainda está em fase de coleta de documentos. A presidente do CRM, Dra. Maria de Fátima de Carvalho, explicou ao Olhar Direto que somente após a coleta poderá emitir um parecer inicial.

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“A gente vai coletando os documentos e nesta coleta a gente acaba tendo a necessidade de coletar mais documentos. Então, estamos na fase de solicitação de documentos para ter base e elementos para emitir um parecer inicial”, contou.
 
Fátima explicou que as sindicâncias são procedimentos demorados e que exigem várias etapas. Além disso, é necessário garantir direito de defesa de ambas as partes e também total sigilo. 

“A gente precisa até saber qual a equipe envolvida. Pode também acontecer à necessidade do processo ético profissional, onde tem testemunhas e ouvem as partes envolvidas. Então este processo acaba envolvendo toda uma documentação maior ouvindo as pessoas, e ele vai terminar no julgamento”, contou.
 
Edléia faleceu no dia 11 de maio, após ser submetida a uma cirurgia de lipoaspiração grande e mamoplastia redutora. Horas antes ela havia feito uma postagem no Facebook dizendo que iria operar pelo Programa Plástica para Todos.
 
O Programa Plástica para Todos é recente em Cuiabá e sua divulgação acontece em um grupo fechado do Facebook, com mais de 7 mil mulheres. O nome dos médicos da equipe, que realizaram o procedimento, ainda não foram divulgados.
 
O caso
 
A cuiabana Edléia Daniele Ferreira Lira, de 33 anos, Daniele Bueno nas redes sociais, faleceu neste domingo (13) após ser submetida a um procedimento de cirurgia plástica no Hospital Militar em Cuiabá. Ela foi encaminhada ao Hospital Sotrauma após passar mal e não resistiu. Ela era casada e tinha uma filha pequena.
 
Na última sexta-feira (11), Daniele havia feito uma postagem em um grupo de mamoplastia no Facebook dizendo que iria operar pelo Programa Plástica para Todos.
 
O Programa Plástica para Todos é recente em Cuiabá e sua divulgação acontece em um grupo fechado do Facebook, com mais de 7 mil mulheres. O nome dos médicos da equipe do programa, que realizaram o procedimento, ainda não foram divulgados.
 
Outro lado
 
O diretor do Hospital Militar de Cuiabá, coronel Kleber Duarte, afirmou que o procedimento correu normalmente e Edléia Daniele Ferreira Lira saiu lúcida da cirurgia. Ela teria passado mal já quando chegou ao apartamento. O laudo da perícia ainda deve apontar a causa da morte.
 
O Programa Plástica para Todos só irá se manifestar após a conclusão do laudo da perícia.

1 comentário

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  • GuntherReuter
    24 Jun 2018 às 23:28

    Se a perícia médica não fosse feita por um médico, pairaria imparcialidade - mas erro médico só pode ser detectado por um períto, que obrigatoriamente tem que ser médico. Com isso o CRM, bem como a classe médica é extremamente coroporativista, motivo pelo qual duvido que saia alguma punição, bem como o exércício da plena e maus pura e cristalina justiça.