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Quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

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Acusado de matar universitária de MT no Paraguai alega que fugiu por medo e só falará em juízo

Da Redação - Wesley Santiago/Fabiana Mendes

22 Ago 2018 - 15:55

Foto: Carlos da Cruz/Reprodução

Acusado de matar universitária de MT no Paraguai alega que fugiu por medo e só falará em juízo
Cristopher Andrés Romero Irala, de 27 anos, apontado como o responsável por assassinar a estudante de medicina Erika de Lima Corte, de 29 anos, na madrugada da última segunda-feira (20), em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, divisa com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, não contou nada sobre o crime à polícia até agora. Após ser preso, ele afirmou que fugiu da cidade com medo de represálias e afirmou que só falará em juízo.

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Em entrevista ao Ponta Porã Informa, o investigador Luis Vilhalva, da Divisão de Homicídios da Polícia Paraguaia, explicou que o eletricista disse ter fugido da cidade por medo de represálias por parte da população. Porém, não acrescentou mais nada, se reservando ao direito de ficar calado: "Ele só falará em juízo, com a presença do advogado", explicou.



Mais cedo, o ex-prefeito de Pontal do Araguaia, Raniel Corte, que é pai da universtiária, disse ao Olhar Direto que “as investigações ainda estão em curso. Ele tá calado, não fala. Queria falar com ele para entender. Porque que ele fez uma situação dessas. É preciso observar porque, o que subintende é que ele é um psicopata”.
 
Raniel ainda contou à reportagem que tentou entender o que se passava na situação e o que teria motivado a morte da filha: “Eu tive o cuidado de ver outra situação que ela pudesse estar participando, como tráfico ou outra coisa. Tive esse cuidado todo e não tem, nunca teve, não achamos nada. Isso tudo que está acontecendo é como se fosse uma facada em mim, muito forte. Mas, não tem como voltar”.
 
O ex-prefeito ainda relatou que no momento da prisão, que aconteceu na madrugada desta quarta-feira (22), na cidade de Concepción, os policiais paraguaios conseguiram encontrar as roupas que ele vestia na noite do assassinato. Elas teriam sido lavadas pelo acusado, mas ainda podem conter resíduos da cena do crime e também o sangue da jovem estudante de medicina.
 
Histórico
 
Há seis anos, no dia 14 de agosto de 2012, Cristopher Romero, na época com 21 anos, foi acusado de matar a golpes de punhal a estudante universitária paraguaia Daisy Patricia Benítez Gómez, de 26 anos, no bairro Perpétuo Socorro.
 
O rapaz foragiu e depois se apresentou e chegou a ser preso pelo assassinato, mas por falta de provas acabou sendo liberado. Daisy foi morta com crueldade, segundo policiais paraguaios. Além de desferir várias punhaladas na vítima, o assassino tentou queimar o corpo.
 
Ele teria conhecido Erika quando fazia uma instalação elétrica na casa ao lado onde ela morava. Depois disso, passou a assediar a estudante, insistindo para que ela aceitasse um pedido de namoro.
 
O caso
 
A estudante de medicina, Erika de Lima Corte, 29 anos, foi assassinada com 16 facadas, na madrugada desta segunda-feira (20), na cidade de Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Conforme as informações iniciais, a vítima foi encontrada em seu dormitório por uma colega, que acionou a polícia. A estudante tinha duas perfurações na altura do peito e uma no pescoço, onde também apresentava 16 pequenos furos, o que pode indicar que ela poderia ter sido torturada pelo criminoso.

2 comentários

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  • Romilton A. Noetzold
    23 Ago 2018 às 09:10

    Acredito que ele vai falar, pelo o que conheço, pois lá o pau come...

  • Tiago
    23 Ago 2018 às 06:56

    desgraçado... não merece ser preso não... fugiu com medo de represálias... mas, matar com inúmeras facadas não tem medo né??? tem que ir pro inferno bem devagarinho... sofrer muito... DESGRAÇADO!!!