A paralisação dos servidores públicos municipais desta quarta-feira (10) resultou na resposta do prefeito José Carlos do Pátio (PMDB) de que irá se reunir com a categoria ainda hoje. Em frente ao Tribunal do Júri, após deixarem a sessão da Câmara Municipal de Vereadores, os servidores receberam a notícia do secretário de Governo, Milton Gomes, o Miltão, e de Administração, Gerson Araújo de Oliveira, de que a reunião está agendada para as 19h no Palácio Municipal.
O protesto da categoria teve inicio às 8h com a concentraçãodos servidores em frente à prefeitura com caixa de som e cartazes. Até as 10h30 os funcionários permaneceram em frente ao prédio para pressionar a administração municipal no sentido de recebê-los. No entanto, os manifestantes não foram atendidos e pela tarde participaram da sessão do Legislativo.
De acordo com Rubens Paulo, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Rondonópolis (Sispmur), cerca de 75% dos servidores aderiram à paralisação de hoje de forma direta e indireta. Escolas municipais e creches não funcionaram, com exceção de uma escola e uma unidade infantil que, segundo Rubens, aderiram à manifestação durante a manhã, mas à tarde trabalharam. O presidente preferiu não dar o nome dos locais para evitar possíveis retaliações.
A manifestação foi decidida pela categoria em uma assembléia no mês de fevereiro, diante das várias negativas do prefeito municipal de não discutir com os servidores as reivindicações, bem como o aumento de 16% prometido durante a campanha eleitoral. Conforme Rubens, não há, por parte dos servidores, a intenção de entrarem em greve e até mesmo um indicativo de greve foi reprovado durante a assembléia, no mês passado.
O representante da categoria declarou que houve uma boa participação dos servidores. “Hoje o servidor está sendo desrespeitado. Se ele (prefeito) não quer dar aumento existe um por que e se ele não explica dá margem para o servidor pensar o que quer, que a prefeitura não tem dinheiro já que está com repasses atrasados para o Impro e Serv Saúde, ou que não quer dar satisfação”, ressaltou.
Além do aumento real de 16%, a comissão do Sispmur deve reivindicar ao prefeito Zé Carlos do Pátio, na reunião desta noite, a verba para as coordenações pedagógicas de escolas e creches, pedido que se arrasta desde a administração do ex-prefeito Adilton Sachetti; a elevação de nível e anuênio para os celetistas; e aumento e unificação de salários para os auxiliares e agentes administrativos.