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Fabris defende volta do regime militar “para colocar ordem” e Botelho lamenta manutenção da maioridade penal

Da Redação - Ronaldo Pacheco

01 Jul 2015 - 16:36

Foto: Marcos Lopes / AL-MT

Gilmar Fabris consegue quebrar a monotonia da Assembleia, com pronunciamentos originais ao extremo

Gilmar Fabris consegue quebrar a monotonia da Assembleia, com pronunciamentos originais ao extremo

“Fiquei horrorizado com o que vi no Congresso Nacional, ontem (30), em Brasília. Me desculpe, mas o Brasil só tem um conserto: Castelo Branco”. A declaração do deputado estadual Gilmar Fabris (PSD), líder do Bloco Social, Trabalho e Democracia, na sessão ordinária desta quarta-feira (1), na tribuna do Plenário das Deliberações Renê Barbour, defendendo a volta dos militares ao poder central, provocou olhares curiosos e até de reprovação dos poucos presentes às galerias do Edifício Dante de Oliveira.  

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“O regime [militar] coloca ordem, no país! Já o PT faria oposição. Eles são craques em oposição. Vão eleger senadores, deputados federais e estaduais, prontos para fazer forte oposição”, argumentou Fabris, em pronunciamento acompanhado pela reportagem do Olhar Direto.
 
O deputado estadual Eduardo Botelho (PSB), vice-presidente da Assembleia Legislativa, não fez menção à volta do regime de exceção. Ele preferiu criticar a Câmara dos Deputados por não tratar o projeto da maioridade penal com a seriedade que a população exige.
 
“Por causa da legislação, menores continuam matando, roubando... E o Congresso não fez a sua parte. É realmente lamentável”, criticou Botelho, na tribuna, durante a mesma sessão.
 
Gilmar Fabris entende que na época do regime militar existia respeito mútuo, entra as pessoas. “Aluno não pode bater em professor. Tem que respeitar. As coisas têm que mudar”, observou Fabris.
 
O líder do Bloco Social, Trabalho e Democracia fez duras críticas também à declaração do ministro Eduardo Cardozo, da Justiça, de que graças a Deus não se aumentou a maioridade penal, já que não existe cadeia para abrigar todos. “Para acabar com o pequi de Goiás, vem ministro [da Justiça] e diz: Deus me livre se acabar com a maioridade. onde vou colocar esse povo? Não tem lugar nas cadeias. O Brasil vai ter que fazer mais 40 mil vagas ao anos”. É absurdo”, detonou Fabris.

“Que faça o que for preciso: tem que limpar a rua. Em princípio eu era a favor de reduzir a maioridade penal. Mas, depois, percebi que iria recrutar menores de 15 anos, 14 anos. Mais sensato é uma cadeia pesada, a partir dos 13 anos, para o criminoso. Melhor do que reduzir a maioridade penal”, afirmou Gilmar Fabris.
 
“Saí horrorizado de Brasília. Horrorizado com o Brasil e com o pronunciamento do ministro da Justiça, que jamais pode fazer isso [reduzir a maioridade penal], porque não tem onde colocar os presos. Vi uma nação falida. Um sistema falido. Fico triste de escutar isso. Do vereador ao senador, todos têm compromisso de virar o jogo”, sintetizou Fabris, que quebra a monotonia das sessões ordinárias da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, com suas teses pouco ortodoxas e pronunciamentos originais ao extremo.

18 comentários

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  • Otavio Ventureli Campos
    02 Jul 2015 às 16:45

    Os que são contrários ao regime militar brasileiro de 1 964, foram manipulados por informações mentirosas de parte da Imprensa. Hoje, acho dificil os militares voltarem a administrar este País. Esta quadrilha que o povo colocou no Planalto desde 2002, judiou e continua judiando dos militares brasileiros. O grande momento do Brasil em sua História foi de 1964 a 1985. Agora, a tendencia é ser destruído totalmente. Já passamos do fundo do poço e estamos vivendo num lençol freático de lama. Os que afirmam que houve roubo durante o regime militar, deveria apontar qual o Presidente que roubou. Todos, sem exceção, morreram passando necessidades até de alimentação. Evidente, que no mundo, não existe Governo perfeito. Mas em relação a quadrilha que governa o País nos dias de hoje, os militares foram extremamente coerentes com os propósitos de construir um Brasil melhor para todos. Até para a própria quadrilha que tentou derrubar o estado brasileiro pelas armas, porque esta Democracia que a quadrilha tanto defende nos dias atuais, foi construída pelos militares. O único erro capital dos militares, foi a abertura política, inclusive, a anistia para bandidos.

  • Brenu Carlus
    02 Jul 2015 às 15:19

    QUE RETROCESSO. SE O SENHOR NAO É CAPAZ DE FORTALECER A DEMOCRACIA DEPUTADO, ENTAO PEDE PRA SAIR. A DITADURA ERA DIFERENTE SIM DA DEMOCRACIA, NELA HAVIA ROUPO DISTRIBUIDO ENTRE MEIA DUZIA E MUITA, MAS MUITA MORTE E TORTURA. ENTAO SENHOR NOBRE ILUSTRÍSSIMO DEPUTADO, VAI PRA COREIA DO NORTE, LÁ É UM BOM LUGAR PRO SENHOR VIVER A SUA SAUDOSA DITADURA. SE QUISER PEDIREMOS PASSAGEM PRO SENHOR SO DE IDA.

  • Angelo
    02 Jul 2015 às 14:55

    Só ignorantes da história contemporânea do Brasil é que acham que não houve roubalheira durante a ditadura militar ... só na construção da ponte Rio-Niterói e na construção da rodovia transamazônica foram pro ralo bilhões de dólares ... mas os "reacinhas" criados à base de Nescau insistem com a ideia de que na ditadura era todo mundo honesto ... tai o Gilmar Fabris pra corroborar este pensamento tosco mas ele pode afirmar isso não é mesmo, ele é um exemplo de político probo ...

  • Che Gue Vara!
    02 Jul 2015 às 13:29

    O papagaio está corretíssimo!

  • jose
    02 Jul 2015 às 11:58

    Este "cavalgadura" usa sapato porque tem dois neurônios.

  • Fernando
    02 Jul 2015 às 09:22

    Enquanto nós formos divididos nos pensamentos e mas decisões a serem tomadas para crescimento de um pais melhor, o Brasil não mudará nunca...

  • luciano
    02 Jul 2015 às 08:48

    Para quem defende o regime militar, acham que poderiam fazer comentários em sites de notícias? São uns pobres ignorantes que não conhecem a história obscura do regime militar.

  • jose
    02 Jul 2015 às 07:37

    Vetado por conter expressões ofensivas e/ou impróprias, denúncias sem provas e/ou de cunho pessoal ou por atingir a imagem de terceiros. Queira por favor refazer seu comentário e reenviá-lo.

  • Sergio Agostini
    02 Jul 2015 às 06:53

    Esse papagaio é 100% petista e precisa estudar a verdade, não a verdade dos livros do MEC.

  • Valdir
    02 Jul 2015 às 01:03

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