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Quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

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Veto de Dilma ao FEX prejudica Mato Grosso

Autor: Everton Carvalho

27 Abr 2015 - 09:45

Neste momento em que Mato Grosso busca se organizar para a retomada do desenvolvimento em bases sustentáveis, a notícia do veto da presidente Dilma ao Fundo de Apoio às Exportações (FEX) cai como uma “ducha fria” sobre todos aqueles que estão comprometidos com este processo de retomada.

Na nossa visão, Mato Grosso, pela pujança na produção de commodities e do seu potencial em termos de recursos naturais sustentáveis, como os nossos recursos hídricos, minerais, pesqueiros e florestais, tem hoje todas as condições de liderar o processo de retomada de crescimento do Brasil. Porém, para isto, não pode ser penalizado com este veto, pois os recursos do FEX são fundamentais para ressarcir perdas do setor produtivo e para oxigenar o fluxo de capitais necessários para a melhoria da nossa infraestrutura e para incentivos à inovação e incorporação de novas tecnologias adequadas para a exploração sustentável destes recursos naturais com a devida agregação de valor.

Hoje, não só exportamos, gerando grandes superávits nas contas externas do país, como atendemos a expressiva parte da demanda por alimentos no mercado interno, gerando emprego e renda, neste momento de crise econômica – estrangular a economia de Mato Grosso é um “tiro no pé” que a presidente Dilma comete – esperamos que a ação do nosso governador e das lideranças políticas do Estado reverta esta decisão.

Dados da consultoria LCA indicam que Mato Grosso deverá passar imune em relação à recessão prevista para este ano e as projeções para 2016 apontam para um crescimento em nível chinês de 10%. Todos os segmentos produtivos do Estado estão se preparando para esta retomada e o aporte de capitais, a retomada do planejamento estratégico e as ações de implantação dos projetos estruturantes são elementos essenciais para que estas previsões positivas se tornem realidade.

Portanto, o veto da presidente é um entrave significativo a esta retomada, pois retira do Estado R$ 450 milhões, preciosos e esperados pelo setor produtivo, tornando-se imperiosa a reversão desta medida em nome do bom senso e racionalidade econômica por parte do Governo Federal.



*Everton Carvalho é engenheiro e presidente da Associação Brasileira de Integração e Desenvolvimento Sustentável e diretor da Câmara de Comércio Brasil-Bolívia da ACRJ.
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