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Bicudo: da ameaša ao controle

Adriano Roland

 Até o final deste mês, com o avanço da colheita da cultura da soja, o aumento da presença do bicudo do algodão já é uma preocupação para os cotonicultores, principalmente no oeste baiano e no Mato Grosso, principais regiões produtoras. Estimativa da Associação Goiana dos Produtores de Algodão (AGOPA), afirma que o bicudo do algodão gerou um prejuízo de R$ 1,5 bilhão nos últimos 15 anos em todo o País. Nas últimas três safras, com volume médio próximo de 1,7 milhão de toneladas de pluma, o Brasil se coloca entre os cinco maiores produtores mundiais e é considerado o terceiro país exportador e o primeiro em produtividade em sequeiro. O cenário interno também é promissor: somos o quinto maior consumidor, com quase 1 milhão toneladas/ano, segundo dados da ABRAPA. Diante da importância que o algodão traz para a economia brasileira, controlar a praga dessa lavoura por meio de um manejo correto e eficaz é essencial para agricultores brasileiros manterem a produtividade e o sucesso nos negócios.

Mas como o bicudo age?

O bicudo é uma praga com grande capacidade reprodutiva e tem grande importância econômica na plantação de algodão. Seus danos são tão severos que ele pode inviabilizar até mesmo uma região inteira, causando sérios prejuízos ao produtor. Há 30 anos, o Brasil convive com essa praga que, com o ritmo acelerado de produção das lavouras no país, esse inseto tem se adaptado ano a ano ao clima e se tornado ainda mais perigoso para as próximas safras.



Após a colheita e destruição das soqueiras, os adultos se dispersam para áreas próximas de vegetação permanente, onde se abrigam esperando o próximo ciclo. Nem todos eles sobrevivem, porém, os que permanecem vivos já são suficientes para infestar a safra seguinte. O ataque é feito a partir das bordaduras mais próximas das áreas de refúgio. Nesta fase se inicia o processo de dispersão e colonização por toda a lavoura e pelas áreas vizinhas, causando grandes prejuízos. Isso era o que normalmente acontecia, mas hoje percebemos uma nova dinâmica da praga dentro do ambiente com soja e algodão. O processo de dispersão e colonização também tem início na cultura da soja, devido às precárias destruições de soqueira, controle de rebrota e plantas tigueras de algodão da safra anterior. A soja plantada na resteva do algodão acaba tornando-se um excelente habitat para a permanência do bicudo até o próximo ciclo. Quando o novo ciclo do algodão se inicia, a praga já está instalada em meio à plantação e não mais somente nas bordaduras. O processo de dispersão por toda a lavoura tem início ainda na cultura anterior, podendo causar grandes prejuízos por conta do ataque na área total.



O engenheiro agrônomo e gerente da FMC , Adriano Roland, dá 10 dicas práticas para sucesso de prevenção:

1 - Monitorar constantemente a plantação;

2 - Destruir de maneira efetiva a soqueira de algodão imediatamente após a colheita;

3 - Iniciar o monitoramento com armadilhas aproximadamente 60 dias antes do início do plantio;

4 - Promover aplicações seguras com inseticidas eficientes e dentro da recomendação sugerida pela FMC;

5 - Plantar de forma concentrada e em um período curto regionalmente;

6 - Nunca permitir o desenvolvimento de plantas tigueras de algodão ao redor da sede da fazenda, algodoeiras, carreadores e na bordadura de talhões, inclusive nas rodovias;

7 - Nunca permitir a multiplicação do bicudo nas lavouras de algodão, soja e milho ou em qualquer outra cultura (inclusive nas utilizadas como culturas de cobertura para o solo, como: braquiárias, crotalária, sorgo forrageiro e milheto);

8 - Estar atento ao Manejo Integrado de Pragas (MIP);

9 - Ter atenção com o MIP e Manejo de Resistência: observar as recomendações para cada fase do algodão e situação das pragas no momento da aplicação;

10 - Reduzir a presença da praga e população no momento da desfolha.

Roland alerta que o combate ao problema vai além da utilização de produtos, passa por uma série de práticas para que o controle atinja maior eficácia. E, nesta fase, a iniciativa do produtor conta muitos pontos para a vitória do algodão contra o bicudo.



Portfólio da FMC

A FMC disponibiliza ao produtor o programa Soluções Combinadas, que oferece o melhor posicionamento de produtos para combater das principais pragas das culturas de algodão, soja e milho. Para controle de bicudo, a companhia recomenda os inseticidas Marshal Star (age no controle do Bicudo atuando com mais rapidez e eficiência), Fury 200 EW (rapidez e máximo poder de choque, com formulação especifica e age com precisão por contato e ingestão), Talisman (com amplo espectro de ação), Talstar (eficaz no controle do complexo de pragas da cultura do algodão) e o Tubo Mata Bicudo (na entrada superior do tubo é colocada uma cartela com feromônio sintético para atração do Bicudo, que, ao se chocarem com o tubo, se contaminam e morrem).

Informações completas no www.fmaagricola.com.br.



Sobre FMC



A FMC Corporation é uma companhia química americana que atua globalmente há mais de um século com soluções inovadoras, aplicações e produtos de qualidade nos diversos setores como agrícola, industrial e de consumo. Em 2014, teve seu faturamento anual de aproximadamente US$ 3,3 bilhões. A empresa emprega cerca de 5 mil pessoas no mundo e opera seus negócios em três segmentos: FMC Agricultural Solutions, FMC Health and Nutrition e FMC Lithium.



Há mais de quatro décadas no Brasil, a FMC Agricultural Solutions, uma das tradicionais e principais empresas de agronegócio do País, investe em soluções tecnológicas inovadoras e customizadas com pesquisas e desenvolvimento de novas moléculas e formulações químicas e biológicas eficientes no controle e prevenção de pragas e doenças nas lavouras. Com faturamento anual de US$ 905 milhões em 2013, é pioneira em produtos para algodão, líder em cana e em biológicos, com tecnologias para grãos, café, H&F e outras culturas. O desempenho é resultado do foco da empresa em antecipar e estar sempre pronta em atender as necessidades dos clientes com amplo portfólio, serviços e orientações de especialistas que proporcionam conveniência no dia a dia do produtor e garantia de crescimento do seu negócio, por meio de atuação responsável no campo. A missão da companhia é contribuir com o desenvolvimento da produtividade, rentabilidade do produtor rural e qualidade do agronegócio brasileiro.

Engenheiro agrônomo e gerente da FMC, Adriano Roland, recomenda 10 boas práticas nas lavouras para controle do bicudo no algodão
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