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Pesquisadores da Fundação MT farão raio X da Safra de Soja 2012/2013 para ajudar produtores a combater 'inimigos' da lavoura

Da Redação - Laura Petraglia

08 Jan 2014 - 09:48

Foto: Divulgação

Pesquisadores da Fundação MT farão raio X da Safra de Soja 2012/2013 para ajudar produtores a combater 'inimigos' da lavoura
Pesquisadores da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso (Fundação MT) e de outras instituições percorrerão as principais regiões produtoras do estado para levantar informações sobre a safra 2013 e depois tirar dúvidas da classe produtora e fazer recomendações técnicas.

Segundo o diretor geral da Fundação MT, Francisco Neto, objetivo é saber in loco sobre os principais problemas enfrentados pelos produtores nesta safra e, a partir dos resultados das pesquisas, ajudá-los a controlar os inimigos da lavoura. Ao todo oito pesquisadores da Fundação MT e dois de outras instituições que atuam nas áreas de fitopatologia, nematologia, genética, entomologia, clima, doenças, manejo e adubação, mecanização agrícola, sistemas de produção e pragas participarão desse levantamento.

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De acordo com Francisco, esta equipe técnica faz parte do Fundação MT em Campo, um dos eventos pertencentes ao Programa de Difusão de Tecnologia da Fundação MT, que vem para substituir os Dias de Campo que a Fundação realizava até o ano passado, inovando com o tratamento da informação de maneira mais pontual, atual, assertiva e direcionada para cada região.

O mapeamento começa dia 21 de janeiro, pela região do Parecis, na cidade de Campo Novo. Na sequência, entre os dias 24 e 25 de janeiro os técnicos estarão na região Médio-Norte do estado, em Nova Mutum. No dia 05 de fevereiro a visita será realizada no Norte, no município de Sorriso. Depois disso é a vez da região Sudeste do estado, em Rondonópolis, no dia 07 de fevereiro. Em seguida, no dia 12 de fevereiro, a visita ocorrerá na região Sul de MT, em Primavera do Leste. Por último, no dia 21 de fevereiro, os técnicos estarão na região do Araguaia, em Querência.

“Nas cidades de Nova Mutum e Rondonópolis, a Fundação MT abrirá as portas das suas estações de pesquisa onde tem com diversos ensaios para apresentar ao público. Serão dois verdadeiros dias de campo, onde a classe produtora terá acesso aos experimentos montados, às informações coletadas em safras anteriores e ainda poderão sugerir novos protocolos. É a chance de ter informações em tempo real, in locco, de maneira prática e didática, vendo no campo a reação da planta a cada manejo diferente”, disse.

Em Campo Novo do Parecis, Sorriso, Primavera do Leste e Querência a dinâmica será diferente. Equipe de pesquisadores da Fundação MT, de diferentes especialidades, passarão dois dias inteiros visitando áreas ao redor da cidade sede para ter a maior quantidade de informações sobre a realidade da safra. Com esse raio-x em tempo real, estes pesquisadores participarão de uma grande mesa redonda, ao final do 2º dia, para discutir os principais gargalos e as possíveis soluções. Este formato, segundo Francisco, possibilitará uma melhor interação entre pesquisadores e a classe produtiva, além da maior regionalização de problemas X soluções.

A preocupação da Fundação se deve ao fato de que na safra 12/13 houve muita incidência de pragas, em especial da Helicoverpa armigera. Segundo Francisco, a ferrugem asiática foi detectada um pouco mais tarde nas lavouras de soja na safra 2012/13 comparado ao ano anterior, porém está disseminando de forma rápida. As condições climáticas atuais e futuras são apontadas como grande aliada para o aumento da incidência desta temível doença.

“Associado à estas, têm-se um cenário em que o patógeno já se encontra no ambiente distribuído ao longo das principais regiões produtoras de soja. Nematoides também continuam sendo inimigos das lavouras de soja em MT. Por outro lado tem o registro de aumento do uso de tecnologia por parte dos produtores, principalmente no uso de cultivares que agregam resistência às doenças e pragas, de alto potencial produtivo e de fácil manejo”, finalizou.

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