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Domingo, 26 de janeiro de 2020

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Risco de racionamento de energia não está descartado em Mato Grosso, afirmam especialistas

Da Redação - Viviane Petroli

08 Fev 2015 - 09:30

Foto: Reprodução/Ilustração

Risco de racionamento de energia não está descartado em Mato Grosso, afirmam especialistas
A crise energética no Brasil pode levar aos brasileiros a terem de racionar energia elétrica novamente. Mato Grosso por fazer parte do Sistema Interligado Nacional (SIN) também terá de entrar na “dança”. Atrasos em obras de hidrelétricas, falta de água e novo sistema de projetos de hidrelétricas são os principais motivos para esta nova crise, afirmam os especialistas.

Ao contrário da "crise do apagão", entre 1º de julho de 2001 e 19 de fevereiro de 2002, onde o fornecimento e distribuição de energia elétrica foram afetados pela falta de planejamento e investimento em geração de energia, durante o governo Fernando Henrique Cardoso, levando o Brasil a racionar energia, desta vez os imbróglios nas obras das hidrelétricas, mudança de novo critério de projetos das mesmas e os reservatórios em baixa por falta de água são as causas.

De acordo com o professor especialista em engenharia elétrica Eraldo Pereira, Mato Grosso e o Brasil ainda não entraram em racionamento de energia, pois o consumo “está baixo”.

“Mato Grosso também está sofrendo com essa crise energética, pois faz parte do Sistema Interligado Nacional. É por isso que em janeiro o Estado foi afetado pela interrupção de energia em janeiro após solicitação do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e também está incluso na bandeira tarifária vermelha”, explica o professor.

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No dia 19 de janeiro Mato Grosso e mais 11 Estados tiveram o fornecimento de energia elétrica interrompidos a pedido do ONS em decorrência a "restrições na transferência de energia das Regiões Norte e Nordeste para o Sudeste, aliadas à elevação da demanda no horário de pico, provocaram a redução na frequência elétrica". Em mato Grosso 150 mil unidades consumidoras foram afetadas com a interrupção. O corte no Estado foi de 185 MW, aproximadamente 12% da energia distribuída no momento da interrupção. Houve interrompimento de energia em Cuiabá, Várzea Grande, Rondonópolis, Campo Verde, Nova Mutum, Juara, Tangará da Serra, Alta Floresta, Paranaíta, Nova Monte Verde e Juruena.

Mato Grosso conta com uma Usina Termelétrica Governador Mário Covas, mais conhecida como Térmica de Cuiabá, movida a gás vindo da Bolívia, cuja capacidade instalada é de 529 MW, segundo o ONS, porém apenas 454 MW estão disponíveis hoje. Já as hidrelétricas são Usina Hidrelétrica Teles Pires, Usina Hidrelétrica de Sinop, Usina Hidrelétrica de São Manoel, Usina Hidrelétrica de Manso, Usina Hidrelétrica de Colíder e Usina Hidroelétrica Canoa Quebrada. Sendo a maioria ainda em obras, como a Teles Pires, Sinop, Colíder e São Manoel.

Bandeira tarifária

Segundo o professor Eraldo Pereira, a tarifa de energia elétrica irá aumentar mais em 2015 não pelos reajustes anuais concedidos para as concessionárias de energia e sim pela Revisão Tarifária Extraordinária (RTE) realizada a qualquer tempo pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em atendimento a um pedido da distribuidora ou "quando ora, quando algum evento provocar significativo desequilíbrio econômico-financeiro", como esclarece a própria Agência.

“A bandeira tarifária é um meio de fazer o brasileiro a gastar menos energia. O maior peso na conta este ano será por parte do governo federal e não pelo reajuste anual concedido para a Cemat, no caso de Mato Grosso”, salienta Eraldo Pereira.

Como o Agro Olhar já comentou, a Aneel aprovou "preliminarmente" alta de 83% no valor da bandeira tarifária vermelha nesta sexta-feira (06). Conforme a Aneel, o aperfeiçoamento do sistema de bandeiras tarifária foi colocado em Audiência Pública. A Agência propõe reajustar os valores da bandeira tarifária vermelha de R$ 3 para R$ 5,50 e da bandeira amarela de R$ 1,50 para R$ 2,50 por 100 quilowatts-hora (kWh).

Caso aprovado o reajuste o novo valor entrará em vigor em 1º de março. Os consumidores podem encaminhar contribuições entre os dias 9 e 20 de fevereiro pelo e-mail ap006_2015@aneel.gov.br ou por meio de correspondência para ANEEL – SGAN Quadra 603 – Módulo I Térreo/Protocolo Geral, CEP 70.830-110, Brasília–DF.

Quanto aos reajustes anuais da tarifa de energia elétrica concedido às concessionárias de energia a Aneel já iniciou as avaliações e em alguns Estados os reajustes já estão em vigor.

Em Mato Grosso o novo valor deverá ser anunciado entre os dias 1º e 7 de abril. A tarifa do ano vigente entra em vigor no caso de Mato Grosso no dia 8 de abril. Em 2014 o reajuste foi de 11,16% concedido pela Agência para a Cemat. Até o dia 07 de abril a tarifa residencial em Mato Grosso é de R$ 0,38107 kWh.

5 comentários

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  • JOSUE NEVES ORMONDE
    09 Fev 2015 às 10:49

    Se realmente o governo federal que fazer redução do consumo de energia elétrica e água, tem que utiliza de prudência e reduzir o horário de funcionamento dos órgãos públicos em todo o país.

  • Virgínia
    08 Fev 2015 às 14:33

    Seja qual for a causa do problema, quem paga a conta somos nós consumidores. Aumento da conta, prorrogação do horário de verão, assim vai....

  • mazaropi
    08 Fev 2015 às 13:17

    Já vou comprar um motor pro ano que vem!

  • Urbano
    08 Fev 2015 às 12:30

    CONVERSA FIADA SENHOR ZÉ TRAGÉDIA...

  • ROMILDO GONÇALVES
    08 Fev 2015 às 09:49

    NEM VOU COMENTAR ESSA POSSIBILIDADE...

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