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Domingo, 18 de agosto de 2019

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Vendas de máquinas agrícolas ‘despencam’ no primeiro semestre de 2015

De Sinop - Alexandre Alves

11 Jul 2015 - 09:50

Foto: Ilustração

Venda de colheitadeiras e tratores está em queda

Venda de colheitadeiras e tratores está em queda

As vendas de máquinas agrícolas ‘despencaram’ no primeiro semestre de 2015, segundo levantamento divulgado esta semana pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Na soma de todos os modelos – implementos agrícolas e os rodoviários – a queda foi de 25,1%.

No segmento agrícola, a maior baixa foi no modelo ‘cultivadores motorizados’, como os pulverizadores conhecidos como “gafanhoto”, e também as plantadeiras com motor próprio. Conforme a Anfavea, foram entregues aos agricultores 455 unidades entre janeiro e junho deste ano, um declínio de 36,3% em relação às 714 máquinas do 1º semestre de 2014.

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A comercialização de colheitadeiras caiu 32,2% no período analisado, com negociação de 1969 unidades este ano, frente às 2905 registradas no ano passado. A maior queda foi da Valtra (-43,3%), seguida da John Deere (-37,9%), Massey Ferguson (-31,3%), Case (-30,4%) e, New Holland (-21,8%). Em números absolutos, quem mais conseguiu fazer negócios foi a John Deere, com a entrega de 815 ceifas ao consumidor final.

Já na linha de tratores de pneus, usados na lavoura para puxar grades, pulverizadores, plantadeiras e carretões, a diminuição nas vendas foi de 22,4%. Foram 20,8 mil unidades entre janeiro e junho de 2015, antes às 26,8 mil do primeiro semestre do ano passado.

Apesar da queda no cômputo do semestre, a Anfavea destaca reação do mercado no mês de junho, em comparação com maio. No período, a venda de pulverizadores motorizados aumentou 52%, de colheitadeiras 14%, e de tratores de pneus, 6,6%.

A comercialização de retroescavadeiras e tratores de esteiras, mais usados em obras, tiveram as maiores quedas no semestre, de 41% e 49,6%, respectivamente.

1 comentário

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  • Farmer
    12 Jul 2015 às 11:27

    Normal. Se não houve aumento da área de cultivo não tem porque comprar máquinas agrícolas.

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