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Segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

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Taques nega que fechamento de frigoríficos seja 'pressão' e diz que crise nacional afeta setor

Da Redação - Viviane Petroli

14 Jul 2015 - 11:54

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Taques nega que fechamento de frigoríficos seja 'pressão' e diz que crise nacional afeta setor
O governador Pedro Taques descartou que o fechamento dos frigoríficos em Mato Grosso seja uma pressão por parte do setor para a redução do ICMS. O encerramento da atividade em 20 unidades no estado, sendo sete somente em 2015, na visão do chefe do executivo é decorrente a crise econômica no Brasil e não apenas a falta de bois.

Nesta terça-feira (14) mais uma unidade frigorífica foi fechada em Mato Grosso, levando mais 300 pessoas ao desemprego. A planta trata-se da unidade da JBS em Matupá. Em 2015 são sete unidades fechadas e nos últimos dois anos chegam a 20.

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De acordo com o governador Pedro Taques, logo após assinatura de Acordo de Resultados com secretários adjuntos da Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra), na manhã desta terça-feira, reiterou que o governo de Mato Grosso está conversando com o Sindicato das Indústrias de Frigoríficos do Estado de Mato Grosso (Sindifrigo-MT) quanto a questão do ICMS, bem como sobre a equiparação com estados vizinhos ao valor da alíquota do boi em pé.

"Já estamos discutindo isso com os frigoríficos. Agora mais do que isso é a crise nacional. Não é a falta de boi. É lógico que em 2013 foram sacrificadas 500 mil matrizes. Isso é fato e nós conhecemos. Mas, não é a falta de boi. É a crise nacional que se abate em alguns setores. Mas, nós já temos conversado bastante com o setor frigorífico, inclusive sobre a possibilidade de não formação de cartéis entre determinados produtos”, declarou Pedro Taques ao Agro Olhar.

Como o Agro Olhar já comentou, em Mato Grosso, de acordo com dados do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), existem cerca de 28 milhões de cabeças de gado. Entre 2010 e 2013 Mato Grosso levou mais fêmeas ao abate. Entre os motivos estava a pastagem e arroba em baixa. A falta de animais a partir de 2014 para serem levados aos frigoríficos já era esperada, visto que os bezerros que deveriam ter nascido naquela época estariam hoje sendo terminados.

Em recente entrevista ao Agro Olhar o secretário de Desenvolvimento Econômico, Seneri Paludo, declarou que é estudo um incentivo (único) de 3% para o setor.

8 comentários

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  • Renata
    15 Jul 2015 às 07:57

    Tá fechando no seu governo! Não vai fazer nada para manter os empregos ?

  • Ana Luiza
    15 Jul 2015 às 07:53

    E aí? O governo vai fazer o quê? Ficar discutindo? Tem famílias em dificuldade! Vai assistir ou vai resolver ?

  • Luiz Zimermann
    14 Jul 2015 às 18:50

    No ano de 2009 o BNDES e o BASA financiam a empresa MINERVA, com R$ 121.859.000,00 e R$ 38.989.707,27 , respectivamente, nesta ocasião a empresa se autodenomina “um dos líderes no Brasil na produção e comercialização de carne bovina, couros e gado vivo”. Em novembro de 2010, MINERVA passa a ter uma subsidiária na Colômbia dedicada à operação de exportação de gado vivo. Em fevereiro de 2015, já com operações no Paraguai e Uruguai, celebrou um Memorando de Entendimentos para aquisição de 100% das ações do frigorífico Red Carnica S.A.S e 100% das ações de Red Industrial Colombiana S.A.S. (conjuntamente "Frigorífico Red Carnica"), localizados no município de Ciénaga de Oro, no departamento de Córdoba, na Colômbia, o investimento total será de aproximadamente US$ 30 milhões (trinta milhões). Em 08 de Julho de 2015, a Minerva S.A., que agora se autodenomina “uma das líderes na América do Sul na produção e comercialização de carne in natura, gado vivo e seus derivados, que atua também nos segmentos de processamento de carne bovina, suína e de aves”, informa aos seus acionistas e ao mercado em geral a paralização das atividades de suas unidades no Brasil, em Batayporã (MS) e Mirassol D´Oeste (MT). Diante dos fatos, me pergunto? 1. Os financiamentos do BNDES e BASA para a MINERVA, cumpriram com as missões destas instituições (Promover o desenvolvimento sustentável e competitivo da economia brasileira, com geração de emprego e redução das desigualdades sociais e regionais)? 2. Será que sem os financiamentos do BNDES e BASA a empresa estaria hoje entre os líderes na América do Sul, no seu ramo? 3. Como aceitar uma empresa financiada com recursos públicos, que ao mesmo tempo em que anuncia investimentos milionários em país estrangeiro, desemprega em sua pátria? 4. É verdade o que fora afirmado em nota, que os direitos dos empregados estão garantidos, quando o direito constitucional ao trabalho, não foi priorizado?

  • Indignado
    14 Jul 2015 às 15:05

    É mais fácil para qualquer borsal, jogar a culpa ba Dilma que está longe e não pode se defender! Isto é característico de quem não entende de política e de finanças. ...Este ódio inventado pelos tucanos contra o PT não altera meu pensamento e nem meu voto.....Hilário é que tem coxinhas em todo buraco!

  • PAULO
    14 Jul 2015 às 15:03

    Chega dessa história do agronegócio e seus benefícios. Olha o preço que pagamos para ter carne na mesa e quando se houve ainda querem mais incentivo. Diesel de graça, não pagar pedágio, desoneração fiscal pra que? Pra vender carne de primeira ao exterior e o povo o que tem ganho com esse monde de incentivo do agronegócio? Mais impostos para bancar a infra estrutura. E o retorno ta ai DEMISSÕES.

  • Sanva
    14 Jul 2015 às 13:33

    Ate parece que uma empresa vai se dar o luxo de fechar uma unidade pra pressionar alguma coisa, é obvio que essa situação é consequência desse desgoverno do PT...esse recesso da economia afetou as empresas de todos os setores não só os frigoríficos...

  • Helio
    14 Jul 2015 às 13:12

    AHAM...COMCERTEZA. E EU SOU O MICHAEL JACKSON. VIVINHO!!!

  • jose Manuel Carlos Garcia
    14 Jul 2015 às 12:59

    O maior problema deste frigoríficos, é que sempre mamaram em juros baixos(BNDS), agora a teta está secando, tem também que enxugar as plantas abatedoura. O boi diminui, a carne para o consumidor aumentou, porque isto????? a culpa é do governo federal que sempre culpou o pecuarista como o maior desmatador da Amazônia, e promotores fechando açougues, e matadouros municipais por motivo de lei federal, Dilma e taques, deixam os brasileiros trabalharem, basta apenas recolherem os seus impostos, e cumprir suas obrigações., senão o titanic vai afundar.A ÚNICA SOLUÇÃO AINDA ESTÁ NO AGRONEGÓCIO, BAIXA O DÍESEL E DEIXA OS MATOGROSSENSES TRABALHAREM.

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