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Quarta-feira, 21 de agosto de 2019

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Produção de alimentos precisa aumentar 80% para alimentar Mundo em 2050

Da Redação - Viviane Petroli

06 Ago 2015 - 16:00

Foto: Reprodução/Internet/Ilustração

Produção de alimentos precisa aumentar 80% para alimentar Mundo em 2050
As estimativas para 2050 são de que o Mundo tenha 9,7 bilhões, cerca de 37% a mais que hoje. Para alimentar tal população, sendo 70% urbana, é preciso elevar em 80% a produção de alimentos e Brasil pode vir a se tornar maior produtor e exportador, principalmente de grãos e proteína animal, diante tais projeções.

As estimativas foram apresentadas pela Organização das Nações Unidades para Alimentação e Agricultura (FAO) durante o 14º Congresso Brasileiro do Agronegócio, promovido pela Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), nesta terça-feira (04), em São Paulo.

Hoje, o Brasil é o segundo maior exportador de alimentos em termos de volume e as projeções do Relatório FAO OECD 2015-2024 projetam o país em primeiro lugar.

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De acordo com Alan, Bojanic, representante da FAO no Brasil, durante o Fórum ABAG ESTADÃO – Alimentos, para se tornar o primeiro em exportação de alimentos o Brasil tem de o desafio de melhorar o seu escoamento, além do uso de tecnologia e assistência para assistência para o pequeno e médio produtor e industrial.

“As carnes deverão ser a maior demanda do mundo inteiro”, destacou Alan Bojanic.

Preços commodities

Os preços reais das commodities entre 2015-2024 deverão manter-se em queda secular de longo prazo com o aumento da oferta. O representante da FAO destacou ainda que o relatório da entidade estima mercados calmos, porém com risco de recrudescimento de volatilidade.

“A produção agrícola duplicou desde 1990. Aumentamos produtividade em poucas áreas devido ao uso de tecnologia e capital substituindo a mão de obra. O Brasil tem como desafios, também, manter os ganhos de produtividade, melhorar a sustentabilidade ambiental da agricultura e atingir novas reduções da pobreza e desigualdade no campo”, frisou Alan Bojanic.



*A repórter viajou para São Paulo a convite da Associação Brasileira do Agronegócio

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