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Quinta-feira, 09 de abril de 2020

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Brasil fecha 86,5 mil vagas formais e registra pior agosto em 20 anos

Do R7

25 Set 2015 - 17:00

O Brasil fechou 86.543 postos de trabalho com carteira assinada ao longo do mês de agosto, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (25), pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), do MTE (Ministério do Trabalho). O resultado é o pior registado para o mês desde 1995, quando foram cortados 116.856 vagas formais.

A redução equivale à variação negativa de 0,21% em relação ao estoque do mês de julho. No acumulado do ano, o número de vagas formais cortadas já atinge o montante de 572.792. Nos últimos doze meses, houve a redução de 985.669 empregos com carteira assinada.

O recuo na criação de vagas formais foi, novamente, puxado pelo desempenho do setor da indústria de transformação, com redução de 47.944 postos (- 0,6%).

A baixa foi originada pela queda de onze ramos do setor, com destaques negativos para a indústria têxtil (- 10.164 postos), indústria metalúrgica (- 8.473 postos) e indústria mecânica (- 8.038 postos). A Indústria de produtos alimentícios foi o destaque positivo do mês com a criação de 7.649 vagas formais.

Dentre os oito setores de atividades que compõem o Caged, dois elevaram o nível de emprego formal no período, após quatro meses de queda ininterrupta: os serviços registraram aumento de 4.965 postos de trabalho (+ 0,03%) e a administração pública apresentou um incremento de 730 postos (+ 0,08%), desempenho 0,07% mais favorável que o verificado em agosto de 2014.

A Agricultura, por motivos sazonais, registrou recuo no nível de emprego da ordem de 4.448 postos, porém, o MTE informa que este foi o menor declínio desde agosto de 2005.

Locais

Entre as regiões do País, apenas o Nordeste registrou incremento de 893 empregos celetistas em agosto. No entanto, o saúdo do local é o segundo pior do ano (- 189.133), acima apenas do Sudeste, que reduziu 313.659 postos neste ano e cortou 54.190 vagas formais somente em agosto.

Entre as Unidades da Federação, 18 das 27 diminuíram o nível de emprego, com destaques negativos para Minas Gerais (- 23.849 postos), São Paulo (- 16.992 postos) e Rio Grande do Sul (- 12.737 postos).

Por outro lado, os Estados que mais geraram empregos foram a Paraíba (+ 4.293 postos), Alagoas (+ 2.505 postos) e o Acre (+ 1.179 postos).
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