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Quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

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Aneel garante instalação de usina para amenizar problemas no Vale do Araguaia

Da Redação - Viviane Petroli

16 Out 2015 - 08:00

Foto: Maria Anffe/Gcom-MT

Aneel garante instalação de usina para amenizar problemas no Vale do Araguaia
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) garantiu a construção de uma usina termoelétrica em Querência (a 95 km de Cuiabá) para amenizar os problemas de transmissão enfrentados pelos municípios da região do Vale do Araguaia. A usina será de 20 megawatts. Segundo a Aneel, em novembro o novo linhão vai a leilão.

A garantia foi dada pela Aneel durante reunião entre diretores da Agência e o Governador Pedro Taques na quinta-feira, 15 de outubro, logo após o chefe do executivo mato-grossense solicitar soluções para a região.

A construção da usina em Querência havia sido determinada pelo Ministério de Minas e Energia em julho deste ano por meio da Portaria nº 333/2015. Na ocasião foi determinado prazo de 90 dias para a sua instalação, como o Agro Olhar relatou na época.

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O diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Jurhosa Junior, explicou a Taques que a usina termoelétrica de 20 megawatts, em Querência, é "alternativa" para a falta da nova linha de transmissão.

Segundo o diretor da Aneel, há "um problema sério de transmissão nessa região porque os leilões da linha não foram vitoriosos". Tal rede no Vale do Araguaia será leiloada novamente no dia 06 de novembro, que pode auxiliar para resolver a questão rapidamente.

Jurhosa ainda agradeceu ao Governo de Mato Grosso a concessão da licença para a linha de transmissão de energia que hoje é gerada pelas usinas ao longo do rio Teles Pires. Conforme ele, tal energia será escoada via Sinop. Ela está interligada à rede nacional.

De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Ana Luíza Peterlini, a liberação da licença, que entrou em funcionamento na semana passada, foi realizada de forma otimizada. A secretária destacou que a linha possuía um ramal feito de última hora em decorrência a problemas de infraestrutura.

“Nós sabemos das dificuldades de energia do nosso estado e estamos trabalhando para poder permitir a construção dessas linhas de forma sustentável e respeitando o meio ambiente”, frisou Peterlini durante o encontro.

Hidrelétrica

O diretor da Aneel ressaltou ainda que Mato Grosso possui capacidade para produzir 12 mil gigawatts de energia elétrica por meio de usinas hidrelétrica. Ele ressaltou que cerca de 10 mil gigawatts estão em fase de estudo. "Isso geraria entre 30 e 40 mil empregos e circulariam pelo estado mais de R$ 100 bilhões".

3 comentários

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  • ana maria
    18 Out 2015 às 14:29

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  • Maurico Morbeck Curvo
    18 Out 2015 às 07:42

    Convém lembrar a ANEEL, que a portaria autorizando a construção da UT Querencia é de julho /2015, com prazo de conclusão de 90 dias.A ANEEL deveria informar-nos, qual o nome da empresa ganhadora deste certame e as penalidades do atraso desta implantação. Quanto a LT Paranatinga- Canarana, necessária para desativação da UT Querencia, 48 meses para execução, após a assinatura do contrato, representa uma eternidade .Seria interessante que a diretoria da ANEEL, viesse ao Araguaia conhecer a realidade da região e ao mesmo tempo prestar os esclarecimentos necessários, para a sociedade do Araguaia

  • josé roberto ferraz
    16 Out 2015 às 10:17

    Diante de tanta hipocrisia não dá para ficar quieto vejam: Jamais teremos 10 GW se a legislação federal permitir que ONGs tenham voz ativa e assento na FUNAI, IBAMA, e no Ministério do Meio Ambiente. Nos USA, a Califórnia como exemplo, teve seus índios dizimados pelo exército americano para dar lugar ao garimpo de ouro em 1.848 e a colonização agrícola, agora por aqui, vamos ter que gerar energia através de termoelétricas a "ÓLEO" poluentes e muito mais caras, e desperdiçar todo o potencial hidráulico que temos , quando dão a licença para a construção da usina, não dão a licença para a construção de rede ou vice/ versa. Jamais teremos o sonho de abastecer o sudeste com energia limpa e o mundo com alimentos produzidos no Centro Oeste (faltam também as estradas que não se permitem duplicar ou asfaltar ou as ferrovias. Que pena !

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