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Domingo, 15 de setembro de 2019

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Madeira curta de Mato Grosso pode ganhar mercado interno e externo

Da Redação - Viviane Petroli

28 Mar 2016 - 16:00

Foto: Assessoria Cipem

Madeira curta de Mato Grosso pode ganhar mercado interno e externo
A madeira curta, chamada de "lixo" por madeireiras em Mato Grosso, pode se transformar em objeto de "valor" com a sua transformação em piso e ganhar o mercado nacional e internacional. China e Estados Unidos estão entre os países que preferem piso sólido de floresta nativa.

A transformação de madeira curta em piso pode ser uma oportunidade de negócios para o setor madeireiro mato-grossense e assim driblar a crise, como destaca o presidente do Sindicato das Indústrias Madeireiras do Médio-Norte de Mato Grosso (Sindinorte), Claudinei Melo Freitas.

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Durante a Semana Internacional da Madeira (SIM), entre os dias 09 e 11 de março, realizada em Curitiba (PR), representantes do Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) e do Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF) participaram da Feira Lignum Brasil e conheceram diversas indústrias.

Entre as indústrias conceituadas conhecidas pelos representantes do Cipem e do FNBF está a "Novo Piso" que trabalha na fabricação de piso natural de madeiras nativas e plantadas. A empresa atende aproximadamente 700 lojas no exterior e 20 no mercado brasileiro.

“Essa indústria, trabalha transformando o que chamamos de “lixo”, ou seja, as madeiras curtas, em pisos de madeira natural primorosos. Esses pisos são vendidos no exterior e em outras tantas lojas aqui no Brasil, agora em visita descobrimos que a empresa está encontrando dificuldade para localizar matéria prima, e nós de MT temos essas madeiras estocadas em nossas indústrias", pontua Claudinei Melo Freitas.

Durante a visita a indústria, o empresário da Novo Piso, Fábio Scandian, destacou aos representantes do Cipem e FNBF que as espécies preferenciais do mercado exterior são o Jatobá e a Sucupira Pura, enquanto no mercado interno são as espécies Cumaru, Jatobá Vermelho, Garapeira, Sucupira e Ipê.

Scandian pontuou ainda que a empresa também trabalha com Teca.

Segundo o presidente da FNBF, Geraldo Bento, uma "conexão" com as empresas mato-grossenses do setor madeireiro que tenham as espécies utilizadas será feita com a empresa do Paraná. Geraldo Bento solicitou ainda da indústria paranaense apoio para o desenvolvimento de outros produtos com as espécies que não servem para piso.

2 comentários

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  • CLEBIS LOURENÇO PEREIRA
    29 Mar 2016 às 08:22

    Também concordo, que não e novidades isso, vendemos muita madeira curta de jatobá, para Greenket Madeiras, no PARANÁ, o que estamos vendo e as multinacionais indo embora do Brasil, estão fechando as portas, mercado interno está péssimo,não tem preço e não vende o produto, entrou muitos outros produtos no mercado que substitui a madeira, pessoal reclama muito da burocracia para se compra uma madeira legalizada ! E o nosso custo do setor madereiro em MT está muito alto, não conseguimos competi.!

  • Severino Morais
    28 Mar 2016 às 19:04

    Não é novidade isso. Sempre houve comercialização dessa chamadas madeira curta que pode também ser usada no enchimento de portas internas. Há algum tempo me parece que uma empresa do ramo teve o benefício do incentivo do Governo do Estado e é uma boa esse aproveitamento.

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