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Terça-feira, 24 de setembro de 2019

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Ministério da Agricultura quer alcançar 10% do mercado internacional, afirma Novacki

Da Redação - Viviane Petroli

29 Jul 2016 - 07:21

Foto: Assessoria Fiesp

Ministério da Agricultura quer alcançar 10% do mercado internacional, afirma Novacki
Ousada, mas possível. É assim que o ministro da Agricultura em exercício, Eumar Novacki, classificou a meta da pasta em querer alcanças 10% do mercado internacional durante reunião com representantes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na manhã de quinta-feira, 28 de julho. Segundo Novacki, o ministro Blairo Maggi e toda a equipe do Ministério trabalham "fortemente" em duas frentes: abertura de mercados e sustentabilidade.

Ministro da Agricultura em exercício, uma vez que Blairo Maggi encontra-se nesta semana nos Estados Unidos cuidando da reabertura de mercado para a carne bovina brasileira para o país norte-americano, Eumar Novacki afirmou no encontro na Fiesp que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento está empenhado em traçar objetivos mais claros, bem como melhorar a eficiência da pasta e manter aberto com o setor privado o diálogo, visando melhorar a excelência do agronegócio do país.

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Novacki salientou, ainda, na ocasião que são trabalhadas duas frentes no Ministério que são a abertura de mercados e sustentabilidade. Ele pontuou aos representantes da Federação das Indústrias de São Paulo que para alcançar esses dois "objetivos" é preciso, primeiramente, modificar alguns processos internos, bem como contar com a ajuda dos servidores da pasta e da indústria que move todos os elos do setor econômico.

“Queremos alcançar 10% do mercado internacional. É [meta] ousada, mas é possível. No entanto, só conseguiremos isso se fizermos a lição de casa, e essa lição é a desburocratização do ministério”, declarou Novacki na reunião, conforme informações da assessoria da imprensa da Fiesp.

A previsão é que se chegue a 10% do mercado internacional em 10 anos. Novacki revelou, ainda, que foram encontradas "muitas coisas desnecessárias, como a duplicidade de fiscalização, por exemplo, que é um processo desnecessário. O dinheiro gasto com isso vai para o lixo, já que esse processo não serve para aquecer a economia.”

No que tange a frente de trabalho da sustentabilidade, o ministro em exercício ressaltou que o Brasil é o único país do mundo com quase 62% de sua vegetação nativa intacta e que é preciso agregar esse "selo" à produção nacional.

Durante a reunião entre Novacki e o setor industrial de São Paulos inúmeras demandas foram apresentadas ao Ministério. O diretor do Departamento do Agronegócio da Fiesp (Deagro), Mario Cutait, apresentou números do Outlook da Federação e defende a realização de um trabalho em conjunto, além do estabelecimento de metas que possam ajudar de fato o setor industrial, não apenas à curto prazo, mas à médio e longo prazo também.

“Nosso objetivo aqui é unir a indústria e o ministério e tentar construir uma agenda comum e, se possível, um plano de ação. Temos que fazer um planejamento estratégico para 10, 20 anos. E não só para o agronegócio. O Brasil também precisa disso, precisamos pensar qual país queremos ser daqui a uma década", declarou Cutait.

2 comentários

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  • João Menna Neto
    29 Jul 2016 às 15:36

    Que piada! O MAPA e empresas vinculadas estão morrendo à mingua e sem representatividade política. Segmentos consumidores de milho estão tendo dificuldades enormes de conseguir a principal matéria-prima (milho), num flagrante desconhecimento de política de abastecimento, coisa interna e primária. E agora vem esse despreparado ventríloquo falar em conquista ousada de mercado internacional. Meu prezado, sem resolver os problemas internos de produção primária e agroindustrial o Brasil não tem o que conquistar e vai continuar sendo um participante marginal e com pouca expressão no contexto do agronegócio mundial. Menos, Coronel!

  • SILVIO
    29 Jul 2016 às 11:06

    Olha ai o sombra fazendo campanha política para o Sr. Maggi. Aguardem.

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