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Reivindicação de produtores por inversão de calendário de vacinação pode gerar economia anual de R$ 120 mi

Da Redação - Naiara Leonor

15 Ago 2016 - 15:21

Foto: Reprodução

Reivindicação de produtores por inversão de calendário de vacinação pode gerar economia anual de R$ 120 mi
Com a inversão de calendário de vacinação de bovinos e bubalinos a partir de 2017 já anunciada desde a última quarta-feira (10), pecuaristas de Mato Grosso podem chegar a economizar cerca de 120 milhões por ano, sem que isso traga custos adicionais ao Governo do Estado e Federal. A vacinação de bovinos em todas as faixas etárias, de mamando a caducando será feita em maio, enquanto que os rebanhos de 0 a 24 meses serão vacinados em novembro, com excessão da região do Pantanal.

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A assinatura do protocolo que oficializa a inversão de calendário foi realizada na última sexta-feira (12) pelo ministro da agricultura pecuária e abastecimento, Blairo Maggi, e pelo Governador do Estado, Pedro Taques, com testemunho da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato).

O diretor de Relações Institucionais da Famato, Rogério Romanini explicou que a vacinação na região do Pantanal permanecerá com o mesmo calendário, em novembro, em uma única etapa para todo o rebanho, sendo que os produtores que desejarem fazer movimentação de rebanho necessitarão de uma segunda etapa, caso tenham ultrapassado seis meses da última vacinação.

De acordo com Romanini, a inversão do calendário é uma reivindicação antiga da Famato, em nome do setor produtivo de Mato Grosso. “Nós entendemos que a inversão de calendário não causa nenhum prejuízo à produção agropecuária mato-grossense. O mesmo já acontece em outros estados”, pontuou Romanini.

Segundo assessoria da Famato, as indústrias que fabricam a vacina de aftosa foram consultadas quanto a disponibilidade das vacinas para abastecimento em maio de 2017, que foi assegurada para todo o rebanho do estado.

Já o ministro Blairo Maggi falou da importância da assinatura do protocolo de inversão. “O ato que assinamos hoje tem uma importância muito grande para a pecuária de Mato Grosso. Este é um pleito muito antigo, de muitos anos, e que nunca foi realizado. Não custa absolutamente nada para o estado e nem para governo federal atender. Os pecuaristas de Mato Grosso estimam uma economia de 120 milhões ao ano com a mudança”, disse o ministro.

Para Maggi a luta da Famato e de todo o setor produtivo pela inversão da vacinação, simbolizou um gesto para todo o Brasil que diz claramente porque Mato Grosso faz a diferença em relação ao restante do país.

Maggi ainda destacou a necessidade que o Ministério da Agricultura tem de andar junto com as Federações da Agricultura e Pecuária do país, associações, órgãos públicos e privados do setor produtivo e dos produtores rurais. “Queremos ouvir as necessidades do setor”, afirmou.

A mudança das etapas será publicada em uma portaria conjunta da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (Sedec) e do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea).

A Famato ainda participou da Audiência Pública realizada pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária do Senado Federal, que discutiu a proposta de reformulação do seguro rural, que hoje tem cobertura de apenas 14% da área plantada no Brasil.

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