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Segunda-feira, 23 de setembro de 2019

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Marfrig embarca 25 toneladas de carne in natura de Mato Grosso para os EUA na próxima semana

Da Redação - Viviane Petroli

25 Set 2016 - 14:45

Foto: Assessoria Marfrig

Abate de bovinos provenientes de Mato Grosso para o primeiro embarque aos Estados Unidos ocorreu no sábado, 24 de setembro. Produto segue para o país norte-americano até o próximo final de semana

Abate de bovinos provenientes de Mato Grosso para o primeiro embarque aos Estados Unidos ocorreu no sábado, 24 de setembro. Produto segue para o país norte-americano até o próximo final de semana

Até o final da próxima semana a unidade da Marfrig em Paranatinga embarcará 25 toneladas de carne in natura para os Estados Unidos. A habilitação para exportar ao país norte-americano saiu no último dia 21 de setembro e a produção foi iniciada no sábado, 24, data ao qual cerca de 500 animais foram abatidos.

A habilitação da planta mato-grossense ocorre uma semana após a Marfrig realizar o primeiro embarque de carne bovina in natura do Brasil para os Estados Unidos. Na ocasião a carne era proveniente de Bataguassu (MS). A empresa conta ainda com uma planta no Estado de São Paulo habilitada.

As negociações entre Brasil e Estados Unidos para exportação de carne bovina levou mais de 17 anos para ser concretizada. Conforme o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o Brasil poderá comercializar carne in natura (fresca ou congelada) para os Estados Unidos e vice-versa. A Secretaria de Relações Internacionais do Agronegócio (SRI) do Ministério brasileiro, pontua que o Brasil entra agora na cota dos países da América Central, que é de 64,8 mil toneladas por ano, com tarifa de 4% ou 10% dependendo do corte da carne. Fora da cota (sem limite de quantidade), a tarifa é de 26,4 %.

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A reportagem do Agro Olhar, a convite da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), acompanhou, no sábado, 24, o processo de produção, desde o abate até o fechamento das caixas, com carne bovina in natura no frigorífico da Marfrig em Paranatinga que seguirá para os Estados Unidos.

Em entrevista exclusiva ao Agro Olhar o diretor Presidente da Marfrig Global Foods, Martin Secco, destacou que os Estados Unidos é um mercado importante visto ser um grande importador de carne de vários países. Além disso, ele pontuou que outros mercados seguem as regras impostas pelo país norte-americano, como é o caso dos vizinhos Canadá e México.

Diretor Presidente da Marfrig Global Foods, Martin Secco. (Foto: Viviane Petroli/Agro Olhar)

"Atrás do mercado dos Estados Unidos por vir outros também", disse Martin Secco. De acordo com o diretor Presidente da Marfrig Global Foods, para a pecuária brasileira as aberturas de novos mercados significam mais atrativos comerciais.

Com a habilitação para os Estados Unidos, a Marfrig tem a expectativa de ampliar a sua produção, o que segundo Martin Secco, pode vir a melhorar as negociações com os atuais clientes (países).

"Os embarques para os Estados Unidos irão começar a acontecer regularmente como outros mercados. Serão um ou dois por semana. Depende o mix nosso produtivo. Não teremos datas especificas. Nós já fizemos o primeiro e nessa semana outros dois dessas três plantas sairão. A expectativa para a Marfrig de Paranatinga é que o primeiro embarque ocorra até o próximo fim de semana. Em torno, de 25 toneladas sairão da unidade de carne", revelou ao Agro Olhar.

EUA: o ISO das exportações

A abertura de novos mercados é visto com bons olhos pelos pecuaristas. Hoje, apenas 25% da produção de carne bovina é exportada, ou seja, 75% fica no mercado interno.

Conforme o superintendente da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Francisco Manzi, a abertura de novos mercados significa para o pecuarista o reconhecimento pela qualidade do produto mato-grossense.

"Mato Grosso é o maior rebanho do Brasil e nós temos não apenas quantidade, mas sim qualidade. Nós nós temos certeza que o Mato Grosso preserva e produz com eficiência e nós temos condições de atender qualquer tipo de mercado. A abertura dos Estados Unidos para nós funciona como uma ISO. Pois, as exigências sanitárias que são utilizadas pelos Estados Unidos são as mesmas utilizadas por outros países e mercados que nós não exportamos ainda, como o Canadá, o México, países da América Central e até o Japão que nós esperamos dentro em breve que passe a consumir a carne", comentou Francisco Manzi à reportagem durante o acompanhamento do primeiro abate de bovinos a serem enviados aos Estados Unidos.

5 comentários

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  • Carla Maria
    29 Set 2016 às 13:05

    Refém do Agronegócio, será que é refém mesmo? A Lei Kandir trata da isenção no sentido de incentivo a atividade rural, porém o Estado não deixa de arrecadar, somente foi transferido quem paga esses impostos, sendo o governo federal responsável por esses repasses, ou seja, a Lei Kandir não causa deficit de dinheiro ao Estado e se causar a culpa não é do produtor mas sim do governo federal. Me chamou atenção a frase que o senhor diz que o estado não consegue mante-los. Percebo que tocou na ferida aberta do nosso País, afinal, o Brasil nunca irá evoluir enquanto houver essa cultura populista. Estado não é e não deve ser provedor, devemos trabalhar/produzir para nos manter. Concordo quando diz que sua demanda é menor que a do produtor, porém o produtor gera empregos diretos e indiretos, gira dinheiro na aquisição de adubos, matéria-prima, suplementos, maquinários... e em percentual, o do produtor é bem maior que os seus 27,5%. Sendo assim, dar incentivos a produtores rurais e empresas faz muito bem a todos nós.

  • refem do agronegocio
    27 Set 2016 às 12:30

    Carla Maria, Ado Schneider. Mato Grosso já é o estado da calamidade!!! Taxis será o pior Goverandor da Historia de MT!!! O estado que não arrecada, tbm não distribui!!! A lei Kadir precisa de ajustes! Quando do sua criação, tínhamos uma safra por ano, hoje 2 duas e as vezes 3!!! Ao estado resta cobrar Icms sobre consumo "energia, Combustíveis, Veículos de passeios", a venda da soja, milho, boi deixou nos cofres do estados R$256 milhões em 2015. Dai vcs dizer e o que movimentou? eu te digo não é mais suficiente para nos manter!!! Um trabalhador paga"27,5%" muito mais imposto que um produtor rural!!! Suas demandas são menores que um produtor rural!

  • Carla Maria
    26 Set 2016 às 11:22

    Refém do Agronegócio parece que você não entende de agronegócios e muito menos economia. Graças a Deus mais uma porta se abre para o comércio de MT. Além de gerar emprego e renda para diversas famílias o Estado arrecada e muito, com licenciamentos das atividades rurais e demais impostos. Vamos torcer para que novas portas se abram para nosso MT.

  • Ado Schneider
    26 Set 2016 às 11:02

    Acho que você deveria se informar melhor, tudo por aqui se paga imposto!!!!

  • refem do agronegocio
    26 Set 2016 às 09:48

    Que legal! Mais um produto que não vai deixar um simples mireis em Mato Grosso. Nosso solo, nossa estradas, nosso tempo e nossas vidas sendo exportadas!!! Carne barata para americano e europeu!!!

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