Olhar Agro & Negócios

Quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

Notícias / Pecuária

Pecuarista em Mato Grosso chega a receber R$ 2 a mais por arroba do boi para União Europeia

Da Redação - Viviane Petroli

09 Out 2016 - 11:16

Foto: José Medeiros/GCom-MT

Pecuarista em Mato Grosso chega a receber R$ 2 a mais por arroba do boi para União Europeia
Pecuaristas em Mato Grosso com criação de bovinos voltados para a exportação de carne para a Europa chegam a receber em torno de R$ 2 a mais por arroba diante um animal destinado para a lista geral de embarques e para o mercado nacional. Em um animal de aproximadamente 20 arrobas a diferença do valor pago ao produtor pode chegar a R$ 40.

Mato Grosso possui cerca de 427 propriedades na Lista Trace da União Europeia, ou seja, que estão habilitadas para exportar carne bovina, conforme listagem atualizada em 29 de setembro deste ano, que consta no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

A diferença paga por alguns frigoríficos aos pecuaristas por um animal rastreado (habilitado) para a União Europeia chega é de aproximadamente R$ 2 por arroba, ante o valor pago pelo animal destinado ao mercado nacional ou lista geral de exportações, como Irã, Jordânia.

Leia mais:
Marfrig embarca 25 toneladas de carne in natura de Mato Grosso para os EUA na próxima semana

Nesta semana a arroba do boi à vista em Mato Grosso ficou em média a R$ 133,24, variando entre R$ 129,89 em Juara e R$ 136,39 em Rondonópolis. Uma arroba equivale a 15 quilos.

A diferença entre um animal destinado para a exportação para a União Europeia e lista geral, explica o gerente de compra de gado da Marfrig, em Paranatinga, João Marcos Stefanes, é que a habilitação é da propriedade rural.

Stefanes explica, ainda, que o animal rastreado para a União Europeia precisa passar por uma noventena na propriedade antes de ir para o frigorífico. "Cumprindo a noventena do Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos (Sisbov) dele, o animal vem identificado para nós com um brinco na orelha, incluindo o documento de identidade do animal. Chegando aqui, nós damos baixa desse animal, certificando que ele cumpriu todas as exigências e requisitos o pecuarista tem essa diferença na arroba", pontuou ao Agro Olhar.

Em média a Fazenda Bonanza, do Grupo Zanetti, localizada em Poxoréu, abate em média 12 mil cabeças/ano para exportação. Conforme o pecuarista Anderson Zanetti, toda a produção é destinada para as exportações. Ele avalia que vale investir na produção destinada para tal fim.

"O produtor rural tem que se profissionalizar cada vez mais. Você fazer uma carne padrão de exportação é saudável para o bolso. Há investimentos, porém eu vejo o seguinte, todas as fazendas que investiram na rastreabilidade acabaram que elas próprias se organizaram da porteira para dentro também", comentou Zanetti ao Agro Olhar, durante visita a unidade da Marfrig, em Paranatinga, no dia 24 de setembro.

1 comentário

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agro Olhar. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agro Olhar poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • PAULO PROENÇA
    10 Out 2016 às 09:26

    Bela esmola, será que todo o trabalho burocrático que tem que ser desenvolvido e todo o custo financeiro para atender a burocracia imposta pela UE são pagos com esses R$ 40,00?

Sitevip Internet