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Machos representam 71,24% dos bovinos abatidos em Mato Grosso; maior desde 2010

Da Redação - Viviane Petroli

11 Out 2016 - 10:20

Foto: Reprodução/Internet/Ilustração

Machos representam 71,24% dos bovinos abatidos em Mato Grosso; maior desde 2010
Em setembro 71,24% dos 381 bovinos levados para o abate eram machos em Mato Grosso. O percentual é a maior parcela de machos na linha de abate desde outubro de 2010, quando a representatividade havia sido de 71,84%. Nos últimos anos no Estado o volume de fêmeas enviadas aos frigoríficos chegou a representar mais de 50% do total de animais, visto problemas com pastagem e preço não remunerativo.

No nono mês de 2016 foram abatidos no Estado 381,01 mil cabeças de gado, o volume é menor que as 397,82 mil de agosto. Ao se comparar com setembro do ano passado a quantidade também é inferior diante as 393,93 mil cabeças levadas aos frigoríficos.

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Os números são do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) e constam no Boletim Semanal da Bovinocultura, divulgado pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) desta segunda-feira, 10 de outubro.

Conforme o levantamento, há incremento no total de animais abatidos em 2016 ante 2015. De janeiro a setembro os pecuaristas enviaram para a indústria 3,582 milhões de cabeças, pouco mais que as 3,485 milhões do período o ano passado.

O Imea explica que a maior frequência de bovinos machos abatido no mês de setembro em Mato Grosso deve-se a dois fatores. "O primeiro é o ciclo pecuário, que indica para uma retenção de fêmeas, que vem ocorrendo desde meados de 2013, e isso reduziu o abate desta categoria, a segunda motivação é devido ao fato de que, historicamente, os bovinos abatidos entre os meses de agosto e novembro são advindos principalmente de confinamentos, e esses animais são em sua maioria machos".

Conforme os dados do Indea, divulgados pelo Imea, o percentual de abate de fêmeas em Mato Grosso em 2016 é de 40,5% em média, levemente abaixo dos 4,08% do acumulado de 2015 até setembro. Somente em setembro deste ano o percentual ficou em 28,8%, contra 36,6% de agosto. O maior pico de representatividade de fêmeas no abate de bovinos em 2016 foi em março de 44,8%, seguido de maio com 44,3%.

Hoje, a indústria frigorífica com Selo de Inspeção Federal (SIF) opera com 40,41% da sua capacidade instalada.

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