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Quinta-feira, 17 de outubro de 2019

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“O agronegócio pede socorro para a educação brasileira”, afirma Rui Prado

Da Redação - Viviane Petroli

11 Nov 2016 - 15:55

Foto: Assessoria Senar-MT

“O agronegócio pede socorro para a educação brasileira”, afirma Rui Prado
O Brasil possui sérios problemas com a ausência da alfabetização diante ao fato das escolas estarem organizadas de modo burocrático. A falta da escolarização no país e os entraves do setor educacional, segundo especialistas, estão interferindo no desenvolvimento do país.

Hoje, como o Agro Olhar já comentou, a falta de escolarização profissional é o maior obstáculo da produção agropecuária, bem como de outros setores econômicos, como é o caso da indústria. Em Mato Grosso, 53% dos analfabetos estão trabalhando no campo e até 2050 o Brasil precisa produzir 960 milhões de toneladas para atender a demanda imposta pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que estima uma população mundial de 9,3 bilhões de pessoas e uma demanda por alimentos 70% maior que a atual até lá.

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A educação foi tema nesta sexta-feira, 11 de novembro, da segunda educação do Cresce MT, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT). O foco deste ano foi a "Educação para um novo tempo".

O presidente do Sistema Famato, que inclui a Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) e o Senar-MT, Rui Prado, afirma que o tema do Cresce MT é um "pedido de socorro" do setor do agronegócio para que o Brasil tenha uma educação de melhor qualidade.

Presidente do Sistema Famato, Rui Prado. (Foto: Assessoria)

"Nós precisamos ter gente melhor preparada. Isso em todos os setores econômicos, ou seja, tanto no campo quanto na cidade", pontua Prado.

Segundo o presidente do Sistema Famato, chegou-se no Brasil a um gargalo difícil onde há tecnologia de ponta, pessoas querendo investir e pessoas querendo utilizá-las, porém não se consegue assimilar essa tecnologia ao longo do período escolar. "O agronegócio está aqui pedindo socorro para o país para que possamos ter um nível de conhecimento melhor do que temos hoje".

O idealizado da Escola da Ponte, em Portugal, e um dos palestrantes do Cresce MT, José Pacheco, afirma que o Brasil tem tudo para melhorar e que o problema pode ser resolvido com as propostas teóricas que o país possui e que na sua opinião são excelentes projetos.

José Pacheco (Foto: Assessoria)

Pacheco está no Brasil há cerca de 15 anos e trouxe consigo de Portugal 30 e poucos anos de uma outra ideia de educação, ou seja, a de seu país de origem. Conforme ele, existem sim alternativas, mesmo diante a atual situação pela qual o Brasil passa de recessão econômica e crise política.

"O Brasil só precisa mudar o conceito da escola, praticar outra educação e confiar mais. O Brasil tem professores e propostas excelentes e por que não muda? Porque a política educativa está equivocada. As escolas estão organizadas de modo burocrático".

Na opinião do consultor educacional do Canal Futura e sócio fundador do "Todos pela Educação", Celso Antunes, as novas maneiras de ensinar significam repensar o que é uma aula, o que são conteúdos, principalmente em tempos de internet, e de que forma transformar o saber e o fazer. "Isso tudo se aplica perfeitamente a cidade e ao campo. O que não quer dizer que seja feito da mesma maneira. Mas, a hora que o educador, seja ele pai, mãe ou professor, compreender que ele precisa levar a criança a aprender, aprender a se solidarizar e transformar o saber em fazer ele está trabalhando novas maneiras no ensinar. Ele está mudando o conceito clássico da aula, do conteúdo, da avaliação".

4 comentários

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  • Cleiton Souza
    14 Nov 2016 às 13:21

    Creio que além de tudo o que foi relatado no texto temos, ainda, o fato de que os cursos para formação de profissionais do agronegócio estão fora dos grandes centros. Isso é ruim, já que o universo potencial para formação de técnicos é bem menor nas cidades do interior. Há uma "segregação" de que o profissional que atue no campo, necessariamente, deve estar no campo. A tecnologia mudou todos os setores e isso inclui o agronegócio. Ofertar cursos nos grandes centros, talvez, seja uma maneira de no curto prazo atender a demanda de profissionais qualificados para o campo. Enquanto isso, continuamos a torcer por uma melhor educação básica em nosso país.

  • Servidor
    12 Nov 2016 às 14:05

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  • ANDRE CINICO SILVA
    12 Nov 2016 às 07:50

    DIZER O QUE, DA EDUCACAO DE UM POVO QUE IDOLATRA FUNK SERTANEJO E ESSES SONS MUSICAIS QUE SO PREGA A FARRA E BEBEDEIRA? KKKKKKKKKKKKKKKK. TODO LUGAR QUE VAI, TA ESSE LIXO MUSICAL OFENDENDO MINHA EDUCAÇÃO. KKKKKKKKKKKKKKKK

  • Urbanista
    11 Nov 2016 às 20:46

    É o rico pedindo esmola para o pobre. É a ovelha devorando o leão. Onde já se viu isso??

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