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Sexta-feira, 25 de setembro de 2020

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Exótica, carne de jacaré tem ganhado espaço em restaurantes e supermercados de Cuiabá; veja fotos

Da Redação - Viviane Petroli

02 Abr 2017 - 10:35

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Exótica, carne de jacaré tem ganhado espaço em restaurantes e supermercados de Cuiabá; veja fotos
Considerada por muitos uma carne exótica e cujo quilo pode custar em média R$ 69, a carne de jacaré tem ganhado espaço nos restaurantes, peixarias, supermercados e empórios. Os cortes mais consumidos são ponta da cauda, filé da cauda, filé de lombo, filé de dorso, filé mignon, aparas, coxa, iscas e sobre coxa. Já entre as iguarias produzidas através da carne de jacaré está a linguiça.
 
Há mais de seis anos Lélis Fonseca Silva, proprietário da Lélis Peixaria, produz linguiça de jacaré para servir aos seus clientes e há quase um ano montou uma indústria de alimentos para fabricar a iguaria, bem como outros tipos de linguiças de carne e produtos a base de peixe.

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“O jacaré é considerado uma carne exótica. É um prato com boa aceitação”, diz Lélis que ainda serve na sua peixaria iscas de jacaré e filé de jacaré na brasa.
 
A decisão de criar a Charcutaria Lélis, com produção de linguiça de jacaré, de carne suína, bovina e de frango, surgiu diante a procura dos clientes, explica Lélis.
 
“A procura dos clientes é que levou a produzir a linguiça para venda. Muitos me abordavam na peixaria dizendo que queriam levar para casa. Vi uma oportunidade de negócio. Hoje, os produtos estão à venda em supermercados e empórios e até mesmo algumas churrascarias compram para servir aos seus clientes”, comenta Lélis.
 
Produção mato-grossense
 
Fundada em 1991 por um grupo de fazendeiros preocupados com a conservação do meio ambiente e com o objetivo de preservar o jacaré da espécie “Caiman yacare”, além de criar uma fonte de renda alternativa, Cooperativa de Criadores de Jacaré do Pantanal (Coocrijapan), localizada em Cáceres, tem uma produção de carne de aproximadamente 400 toneladas ao ano com cortes variados.
 
Hoje, a Coocrijapan possui 21 cooperados e um quadro de 26 colaboradores.

 Criação de jacaré da Coocrijapan é realizada em Cáceres. Foto: Coocrijapan

Segundo o gerente Ivan Polisel, a criação de jacaré em cativeiro consegue gerar renda a população pantaneira, colaborar na preservação da espécie devido a estudos realizados e controles efetuados junto aos órgãos ambientais que autorizam a exploração comercial.
 
A Coocrijapan em Cáceres está localizada em uma área de 12 hectares em Cáceres, onde divide-se em entre a criação de jacaré e a área frigorífica, onde está instalado o primeiro frigorífico com abate aéreo da América Latina e o primeiro do Brasil com Selo de Inspeção Federal (S.I.F). Ao ano, revela o gerente da cooperativa, o frigorífico tem capacidade de abate de 300 animais por dia.
 
A área de criação dos jacarés possui sete galpões cobertos, 26 baias redondas e duas áreas com recinto aberto para o bem estar animal e uma sala de processamento de alimentos para os animais.
 
Além da carne de jacaré, o couro do animal é aproveitado para a confecção de artesanatos e artefatos de couro, como botas, cintos e carteiras, valorizando assim a cultura e arte de artesãos locais.
Polisel pontua que desta forma os produtos da Coocrijapan são exportados para diversos países, como Itália, China, México e Estados Unidos.

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