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Domingo, 25 de agosto de 2019

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'Terceirização de serviços pode ser a saída para a hotelaria', afirma dono do Dom Sebastião

Da Redação - Isabela Mercuri

15 Mai 2017 - 08:01

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

'Terceirização de serviços pode ser a saída para a hotelaria', afirma dono do Dom Sebastião
Com o crescente número de hoteis fechando as portas em Cuiabá, paira na cabeça dos empresários qual seria a melhor forma de manter seu negócio a pleno vapor e sem correr riscos. O Transamérica, rede de hoteis que está também em Cuiabá, viu na terceirização dos setores A e B (alimentos e bebidas) uma forma rentável de atrair mais clientes.

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Há dois anos, o restaurante do hotel (café da manhã, almoço, jantar e room service) está sob o comando do Chef Paulo Vitor Lara Leite, com a bandeira do renomado Dom Sebastião e, para os dois empresários, o resultado tem sido positivo.

“São diversas vantagens, como não onerar os custos totais do hotel com os pesados custos e pequena margem de lucro dos restaurantes, não ter que se preocupar em cumprir as regras de segurança alimentar e executar o cardápio de acordo com o padrão da bandeira, já que quem vai comandar o restaurante será alguém com expertise para isso”, comenta Paulo Vitor.

Segundo ele, outro benefício está no marketing, já que uma bandeira conhecida atrai um público específico para eventos, e não só turistas. “No dia dos namorados, por exemplo, fazemos pacotes de jantar e diária, e atraímos um público da própria cidade, que vem pelo nome do restaurante”, comenta.

Para Alexandre Dantas, gerente regional do Transamérica, é ideal que a parceria seja feita com uma empresa que esteja alinhada com o hotel, ou seja, que trabalhe com a mesma excelência, para o mesmo público, e com os mesmos objetivos. A parceria com o Dom Sebastião deu certo, e ele conta que o hotel vai abrir mais quatro unidades no interior de Mato Grosso, e todos terão o setor A e B terceirizados.


Alexandre Dantas (Foto: Olhar Direto)

Paulo Leite, pai do chef Paulo Vitor e um dos sócios do Dom Sebastião, também comemora os resultados. “Vindo pra cá nós conseguirmos alcançar um público que não tínhamos no Dom do centro, que é o pessoal que trabalha no CPA e almoça perto do serviço”, conta. Ainda segundo ele, o maior desafio foi o café da manhã, já que não era uma refeição que o restaurante fazia antes, e que tem como foco os hóspedes e não visitantes.


Paulo Leite (Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto)

“Mas deu certo, principalmente o room service. Se um executivo vem pra cá, depois de passar o dia trabalhando ele não quer sair do hotel, então ele pede a comida. E aqui ele tem o conforto de pedir, por exemplo, a famosa parmeggiana do Dom e comer no seu quarto”. Para ele, o segredo do sucesso está na qualidade. “O Transamérica é um hotel de renome nacional, e o Dom já tem renome regional. Então foi uma união muito boa para os dois”.

Foi tão boa que, com dois anos de parceria, as empresas já estudam renovar o contrato, que é de três anos. Em 2016, também, o Dom recebeu um convite para comandar o restaurante do hotel Intercity, mais na área central da cidade.


Chef Paulo Vitor (Foto: Rogério Florentino / Olhar Direto)

O Chef Paulo Vitor acrescenta que para conquistar o público, além da qualidade, é preciso ter preço acessível. “Nós ainda competimos um pouco com o delivery, mas buscamos oferecer o melhor custo-benefício para que o hóspede prefira comer aqui”, finaliza. 

1 comentário

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  • Elizeu
    15 Mai 2017 às 18:27

    A saída é o Estado parar de engolir impostos e essa justiça do trabalho ser extinta, só louco pra empreender nesse país!

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