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Após quase três décadas, MT atualiza diagnóstico sócio-ecológico sobre os 141 municípios; desigualdade cai

Da Redação - Ronaldo Pacheco

14 Ago 2017 - 15:48

Foto: Rogério Florentino Pereira / Olhar Direto

Guilherme Müller enfatiza que estudo sócio-econômico e ecológico é essencial para planejar o futuro

Guilherme Müller enfatiza que estudo sócio-econômico e ecológico é essencial para planejar o futuro

Embora ainda falte muito por se fazer, as desigualdades regionais em Mato Grosso foram reduzidas substancialmente, nas últimas quase tres décadas. É o que revela social, econômico e ambiental, na qual os 141 municípios mato-grossenses têm o perfil detalhado em 12 regiões de planejamento. O último Diagnóstico Socioeconômico Ecológico de Mato Grosso (DSEE-MT) foi realizado em 1991, no começo do governo Jayme Campos, sob a coordenação do então secretario Antônio Eugênio Belluca, de Planejamento, e supervisão do secretário Antônio Alberto Schommer, da Casa Civil.
 
O trabalho foi executado pela Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) e tornado público nesta segunda-feira (14), com o documento ‘Regiões de Planejamento de Mato Grosso’. O estudo é essencial para planejar o Estado planejar onde, quando e como investir, para melhorar a qualidade de vida das pessoas.

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A Seplan argumenta que o documento atua como um importante instrumento de subsídio à sociedade e aos gestores públicos para a elaboração de políticas públicas.
 
Decano no setor, tendo ocupado a pasta na maior parte do governo Dante de Oliveira (1995-2002), o secretário Guilherme Muller, de Planejamento, explica que Diagnóstico Socioeconômico Ecológico de Mato Grosso, também, serve como base para os principais programas de governo, entre eles o Plano Plurianual (PPA) e o Plano de Longo Prazo (PLP).
 
As 12 regiões de planejamento compreendidas no estudo são: Noroeste – Juína, Norte – Alta Floresta, Nordeste – Vila Rica, Leste – Barra do Garças, Sudeste – Rondonópolis, Sul – Cuiabá/Várzea Grande, Sudoeste – Cáceres, Oeste – Tangará da Serra, Centro-Oeste – Diamantino, Centro – Sorriso, Noroeste II – Juara e Centro-Norte – Sinop.
 
“As informações contidas neste estudo, além de retratarem a situação atual de uma forma regionalizada, também servirão de insumo para a revisão do Zoneamento Socioeconômico e Ecológico de Mato Grosso, uma vez que as 12 regiões de planejamento em foco são o princípio para se chegar as diversas zonas deste instrumento”, argumentou Müller.
 
Resultado de uma das linhas de pesquisa da Secretaria adjunta de Informações Socioeconômicas, Geográficas e de Indicadores da Seplan, o material apresenta ainda variáveis com base nos índices IDHM e IDEB, por exemplo, que caracterizam indicadores de desenvolvimento humano e da educação básica. Assim como informações sobre o número de médicos e de leitos hospitalares de internação, incidência de doenças infecciosas, emprego formal e renda, Produto Interno Bruto (PIB), entre outros.
  
O superintendente de Estudos Socioeconômicos e Geográficos da Seplan, Antonio Abutakka, esclareceu que o trabalho foi motivado pela falta de um documento atual que contivesse informações recentes por região de planejamento. O último com este teor de detalhamento foi elaborado há quase três décadas com a realização do Diagnóstico Socioeconômico Ecológico de Mato Grosso (DSEE-MT), em 1991.
 
“O principal objetivo deste trabalho foi atualizar as informações socioeconômicas e geográficas das 12 Regiões de Planejamento de Mato Grosso, mostrando as desigualdades entre as localidades e quais áreas necessitam de uma política pública mais eficiente”, pontua o superintendente. Segundo ele, essas regiões foram abordadas sob dois aspectos no estudo: primeiro em uma análise que compreende o comparativo entre região e município e, segundo, somente por região.
 
O material está disponível para consulta e download no site da Secretaria de Planejamento. Para ter acesso clique aqui.

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