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Quarta-feira, 24 de julho de 2019

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Pequenos produtores saem da invisibilidade para uma nova classe média rural

Da Redação - Jardel P. Arruda

15 Ago 2017 - 08:28

Foto: José Medeiros/GCom-MT

Pequenos produtores saem da invisibilidade para uma nova classe média rural
O secretário de Estado de Agricultura Familiar, Suelme Evangelista (PSB), acredita que as novas políticas implantadas pelo Governo do Estado vão refletir no surgimento de uma nova classe média rural de pequenos produtores. De acordo com ele, os pequenos agricultores foram tirados da obscuridade imposta pela agricultura de larga escala, a grade estrela da economia mato-grossense.

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“Nós enxergamos algo que era óbvio, mas não era percebido. Era invisível. A grande agricultura é tão forte que ela obscureceu essa existência da agricultura familiar. Parece ainda absurdo, mas no começo do Governo era mais. ‘E essa agricultura familiar? Nem tem’, diziam. Como assim nem tem? 140 mil propriedades, nove milhões de hectares, 647 assentamentos rurais e era invisível”, disse Suelme.

“Como consequência disso, temos o empoderamento político da agricultura familiar. As pessoas estão falando mais sobre isso. Os prefeitos estão escolhendo melhor os secretários porque tem política pública. É a força da pauta do Governo que faz o processo de mudança do que é prioridade na administração pública”, completou.

Uma das protagonistas do atual Governo do Estado, a Secretaria de Agricultura Familiar tem realizado um trabalho para aumentar a capacidade de produção e também de negociação dos pequenos produtores. Entre os objetivos, está o de acabar com os atravessadores entre o agricultor e os pontos de revenda, para aumentar o lucro.

Enquanto isso, a entrega de máquinas, especialmente de patrulhas automatizada e refrigeradores para leite têm alterado a rotina do pequeno produtor. Além das entregas, mais de 75 máquinas foram tomadas por uso indevido em grandes propriedades e redistribuídas a assentamentos.

“O que era impossível acreditar que uma associação pudesse ter uma patrulha 70 cavalos, com todos os implementos, um tratorzinho, a tecnologia chegando no campo. O cara ta lá na televisão dele não tem idéia do que é pegar uma enxada e ficar revirando terra para plantar. Nós estamos entregando patrulha com enxada rotativa que revira o solo e prepara o cultivo mais rápido. Isso ganha tempo, eficiência produtiva, o resultado da planta é melhor”, afirmou Suelme.

“Em um futuro muito próximo, Mato Grosso vai criar uma nova classe média de pequenos produtores, empoderada, organizada politicamente, com visão de negócio e tudo mais. Temos muitas oportunidades na agricultura família”, concluiu.

6 comentários

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  • Geiver
    06 Set 2017 às 21:51

    Grande professor Biela! Que bom ver vc contribuir com essa causa. Idealista e militante político ,com grande potencial intelectual, tá na hora de mudar de partido (psdb,dem) tem futuro ,é so não fazer besteira.

  • Angela Maria de Oliveira
    06 Set 2017 às 12:21

    O sr secretario como consigo um terra pra eu e meu marido planta.creiar. Meio de sobrevivência pra nos

  • Gilmar
    16 Ago 2017 às 07:00

    Quando o "olhar direto" vai tomar vergonha na cara e parar de puxar o saco desse cara?

  • to de olho
    15 Ago 2017 às 14:23

    Enquanto os produtores Rurais tem o beneficio de contrair emprestimo safra com taxas de 6 a 8% a.a em reais, os pobres mortais aui pagam juros de 120% a.a

  • Ehuriko
    15 Ago 2017 às 10:48

    Já vi esta novela antes, quando o governo federal libera verbas para os pequenos agricultores vem o estado com suas mazelas burocráticas e procrastina tudo.

  • Daniel Rodrigues Magalhães
    15 Ago 2017 às 10:46

    Ó Secretário Suelme tocou num ponto crucial. De há muito que os Governos de Mato Grosso não olhos nem ouvidos para a agricultura familiar. A agenda governamental só tinha espaço para o Agronegócio Empresarial. Nós municípios em que os prefeitos tiveram a sensibilidade de perceber a importância da agricultura familiar e incluí-la nas políticas públicas trabalhadas e mais do isso, tiveram a capacidade e a independência para escolher para a secretaria de agricultura uma pessoa com perfil adequado, e não um mero arranjo para agradar correligionários políticos, as coisas já começam a apresentar sinais de mudança.

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