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Domingo, 20 de outubro de 2019

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Exploração agropecuária sustentável do Pantanal pode ser normatizada; Estado avalia medida

Da Redação - André Garcia Santana

27 Out 2017 - 12:07

Foto: Reprodução

Exploração agropecuária sustentável do Pantanal pode ser normatizada; Estado avalia medida
A exploração agropecuária no Pantanal Mato-grossense deverá ser normatizada a partir de 2018. Representantes do setor produtivo e os prefeitos dos municípios de Poconé e Cáceres se reuniram com o governador Pedro Taques para debater a proposta, baseada no decreto 14273/2015, que já está em vigor no Mato Grosso do Sul. Os gestores ressaltaram que o setor é essencial para a geração de renda nos municípios que compõem a bacia pantaneira. Por ano a produção chega a mais de 3 milhões de cabeças de gado.

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De acordo o secretário executivo da Secretaria de Meio Ambiente (Sema), os fazendeiros/pantaneiros estão “quebrando financeiramente”, em virtude de todas as proibições e o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), tem caído assustadoramente. Durante a reunião, realizada na terça-feira (24), ficou estabelecido que as atividades serão desenvolvidas sem causar danos ambientais e com base nas recomendações técnicas dos órgãos oficiais de pesquisa.

O produtor Francisco Golbery Albuquerque conta que há muitas áreas sem utilização e que a normativa contribuiria em questões como economicidade ambiental e social. "Em Mato Grosso do Sul, o decreto trouxe muitos avanços e não temos dúvidas de que os produtores daqui também tenham condições de explorar o Pantanal.  Temos muitas áreas sem utilização e que estão se perdendo. Uma das alternativas é a substituição da pastagem nativa por pastagem artificial", afirmou.

O secretário executivo disse ainda que o Estado já vem estudando o decreto desde o ano passado. "Neste primeiro momento estamos ouvindo a todos para tomarmos a melhor decisão. Isso nos propicia fazer políticas públicas sustentáveis para que aquela região tenha uma economia saudável, sustentável e que cada vez mais ela possa ser reconhecida, não só como um patrimônio ambiental, mas também cultural, de riqueza e de preservação."

O governador Pedro Taques reforçou o interesse pela adesão ao projeto e comunicou que o decreto será assinado em Poconé. A previsão é de que seja finalizado em dezembro deste ano, com possibilidade de se estender até janeiro de 2018. O decreto já está em apreciação na Sema e as próximas etapas incluem a adequações, encaminhamentos para o Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema), Procuradoria Geral do Estado (PGE) e Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).

"Esta fase de adaptação é imprescindível, porque precisamos elaborá-lo em conformidade com a Lei Estadual 8.380 e analisar as realidades de cada estado, para que não haja conflitos na implantação do decreto", esclareceu o procurador geral do Estado, Rogério Gallo. 

3 comentários

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  • jota jota
    30 Out 2017 às 07:36

    Só não podem e deixar acontecer o que esta acontecendo no projeto Rio Formoso no Estado do Tocantins, que façam um estudo detalhado é acima de tudo com Responsabilidade Ecológica e respeito a natureza.

  • ANTÕNIA
    28 Out 2017 às 19:09

    Verdade André, o pantaneiro nativo é o único prejudicado pela atividade do agronegócio, monocultura da soja. Cidades que não tratam de seu dejetos. Poluem os rios com agroxico e esgotos depejados in natura nos rios que banham a bacia do prata.

  • André
    28 Out 2017 às 08:09

    Estudos já indicam que a mudança de pastagem nativa pela artificial, sem derrubada de árvores, não prejudica o ecossistema pantaneiro. Os pantaneiros produtores estão à míngua há décadas e a tendência é piorar. Algo tem que ser feito pelos produtores que tanto preservam e respeitam esse ecossistema. Tanto é verdade que o pantanal não vem sofrendo ação de quem está lá. O pantanal sofre com a poluição dos rios por conta das grandes cidades, principalmente. Mas a flora e fauna encontra-se preservada pois o pantaneiro é cuidador por natureza, por formação.

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