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Quinta-feira, 05 de dezembro de 2019

Notícias / Pecuária

Produtores criticam liminar que atrasou exportação de gado embarcado no Porto de Santos

Da Redação - André Garcia Santana

05 Fev 2018 - 08:44

Foto: Reprodução/TV Tribuna

Operação embarca 27 mil bois em navio no Porto de Santos, SP.

Operação embarca 27 mil bois em navio no Porto de Santos, SP.

O imbróglio judicial que manteve 25 mil bois embarcados no porto de Santos-SP ao longo do final de semana foi duramente criticado pelo setor. Na quinta-feira (1), uma decisão de primeira instância da Justiça Federal havia proibido todas as exportações brasileiras de animais vivos. A medida, em caráter liminar, foi uma resposta a uma ação civil pública da ONG Fórum Nacional de Proteção e Defesa Animal.

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Por meio de nota, a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat) repudiou a decisão judicial de embargo à exportação de animais para a Turquia, já que o procedimento tem reconhecimento da qualidade do rebanho brasileiro, resultado de rigoroso sistema sanitário que fiscaliza e assegura a sanidade dos animais, bem como as condições às quais são submetidos em todas as etapas da produção, do campo até a mesa dos milhões de consumidores em todo o mundo.

Segundo a Acrimat, antes de concretizar a comercialização de animais vivos, legalizada e certificada pelo MAPA, todos os integrantes desta cadeia produtiva passam por inspeção de qualidade, sanidade e bem-estar animal, tanto no Brasil, quanto das instituições do país importador.

A entidade reiterou a defesa pelo direito de produzir, comercializar, de gerar riquezas para o Brasil e de todos os produtores rurais que respeitam a legislação e seguem os mais rigorosos critérios impostos à pecuária de corte. “A decisão judicial coloca em suspeita o eficiente modelo produtivo e prejudica de forma direta os produtores de carne do Brasil. Além disso, tal decisão caracteriza uma interferência direta ao modelo econômico de livre mercado, essencial para o desenvolvimento socioeconômico.”

Na visão do Fórum Nacional dos Executores de Sanidade Agropecuária (Fonesa), a decisão de bloquear o transporte dos animais que estava programado gera mais problemas aos animais e afeta a imagem do país como um todo. “Apelamos às Autoridades Competentes para que o bom senso, a legalidade e o conhecimento científico voltem a ser os balizadores de decisões, com urgência, nessa matéria, pois prejuízos totalmente desnecessários e sofrimentos inimagináveis estão sendo impingidos a pessoas e animais, enquanto as medidas legais, com base técnica e de competência não forem adotadas”, disse Inácio Afonso Kroetz, Presidente da Fonesa.
 
Segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), “é inadmissível assistirmos de braços cruzados tamanha injustiça. Sem dúvida, este é um grande entrave que traz insegurança a toda classe produtiva, que coloca alimento na mesa dos brasileiros e sustenta economicamente este país”.
 
Outra entidade a se manifestar foi a Associação Brasileira dos Exportadores de Gado (ABEG). Segundo a associação, “as decisões judiciais que proibiram o embarque de animais vivos no Porto de Santos, exaradas sem a oitiva de todos envolvidos e com forte conteúdo emocional, revelam antes de tudo um profundo desconhecimento do que representa o setor de exportação de gado vivo para o Brasil e sobre quais premissas está estruturado”.
 
Ainda de acordo com a entidade, o setor de exportação de gado vivo no Brasil apresenta bons resultados para agropecuária brasileira. A ABEG afirma que o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) atua em todas as fases do processo, da certificação dos estabelecimentos de pré-embarque, como fiscaliza toda a operação, inclusive transporte dos animais até o ponto de egresso, através de Auditores Fiscais Agropecuários com formação em medicina veterinária.
 
Para a Sociedade Rural Brasileira (SRB), o pais segue uma das legislações de sanidade e bem-estar animal mais rígidas do mundo, acessando mercados altamente exigentes, como o asiático e o europeu. “A SRB lamenta a decisão, prejudicial ao princípio da livre iniciativa e ao desenvolvimento do Brasil”.

Atualizada às 9h26

8 comentários

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  • julia
    06 Fev 2018 às 18:21

    https://revistagloborural.globo.com/Noticias/Criacao/Boi/noticia/2018/02/fotos-laudo-constata-maus-tratos-bois-dentro-de-navio-em-santos.html

  • Atílio
    06 Fev 2018 às 06:25

    É um absurdo autoridades que ñ tem conhecimento algum da produção animal tomar essa decisão de barrar um carregamento tão grande.

  • josé
    05 Fev 2018 às 22:13

    Só no Brasil, aqui éo lugar que um maconheiro com uma bolsa nas costas sem nunca conhecer o pantanal, por exemplo, manda os pantaneiros fazer o que ele quiser com o apoio das ditas Ongs e com por incrível que pareça do judiciário. Êta paisinho atrasado.

  • André
    05 Fev 2018 às 19:30

    Pra ajudar não aparece ninguém, mas para atrapalhar . . . não falta um querendo aparecer! Nosso Brasil não anda mesmo, muita gente puxando para baixo . . .

  • ana
    05 Fev 2018 às 16:44

    nunca li tanta mentira em uma matéria só kkkk fala sério...

  • jose ricardo
    05 Fev 2018 às 16:41

    Manda esse povo da ONG caçar o que fazer. Porque não olham os trens, ônibus e metros de São paulo e Rio. Aquilo sim é que deveria ser proibido. ONG é um negócio que picareta inventou para tomar dinheiro do governo e atrapalhar quem quer trabalhar.

  • Nelson
    05 Fev 2018 às 16:33

    Concordo com as entidades dos pecuaristas mas pergunto por que exportar o gado vivo? Por que não abater aqui e gerar empregos no Brasil! Com o gado exportado vivo vão a carne, os ossos, o couro, a água etc. para serem beneficiados em outros países. O mesmo acontece com as commodities dos grãos, algodão, minério de ferro etc. Exportamos matéria prima ao invés de produzirmos, beneficiarmos e exportarmos. Vendemos o algodão e compramos roupas da China que quebram as nossas confecções. Vendemos minério de ferro e compramos o aço. E as nossas industrias como é que ficam???

  • João Capivari
    05 Fev 2018 às 13:47

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