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Quarta-feira, 20 de novembro de 2019

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Rodovias podem receber pavimento a baixo custo com Pedágios Comunitários

Da Redação - André Garcia Santana

07 Fev 2018 - 11:41

Foto: Reprodução/Sinfra-MT

Rodovias podem receber pavimento a baixo custo com Pedágios Comunitários
Dois projetos de lei devem regulamentar Pedágios Comunitários e o fortalecimento das Parcerias na área de infraestrutura de transporte, entre Estado e associações sem fins lucrativos, consórcios intermunicipais e prefeituras. Se aprovadas, as propostas permitirão, por exemplo, que rodovias sejam pavimentadas a custo muito mais baixo quando realizada em parceria entre Estado e Associações, e não por via licitação formal para contratação de empreiteiras.

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As mensagens, que serão enviadas para Assembleia Legislativa, foram anunciadas, nesta terça-feira (06.02), durante o 1° Encontro de Parcerias para Desenvolvimento da Logística de Mato Grosso, realizado no Palácio Paiaguás, em Cuiabá. Mais de 140 produtores rurais de associações sem fins lucrativos, representantes de consórcios intermunicipais e prefeitos participam do evento e avaliaram como positivas as iniciativas propostas pelo Estado.
Representantes do Governo e produtores durante a reunião de terça-feira (6).
O governador Pedro Taques (PSDB), seu vice, Carlos Fávaro (PSB), e o secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte participaram da reunião. “Os projetos de lei são mecanismos modernos para tornar o Estado mais eficiente no sentido de atender as mais importantes e crescentes demandas sociais na área de infraestrutura. Acredito que, com as parcerias, vamos superar com mais agilidade essa crise econômica e continuar avançando entregando ações para os cidadãos”, disse Taques.

A Lei de Parcerias tem como objetivo fortalecer o apoio e as parcerias entre o Estado de Mato Grosso e as Organizações Sociais da Sociedade Civil, nos termos da Legislação Federal, Lei 13.019 de 2014, para atuarem de forma organizada e eficiente auxiliando na estruturação da infraestrutura e na execução dos serviços, como de manutenção, elaboração de projetos, realização de obras e/ou investimentos nos sistemas rodoviários, aeroportuário e aquaviário de competência do Estado.

“Parabéns pela iniciativa de modernizar esta lei. Obrigado aos deputados que se comprometeram por esta modernização que vai trazer mais segurança jurídica para fortalecermos as parcerias, e enfrentarmos definitivamente o problema da infraestrutura do nosso Estado. Tenho certeza que a partir desta reunião teremos um marco na retomada das obras do Estado”, ressaltou o vice-governador Carlo Fávaro.

De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), a segunda mensagem assinada durante o encontro trata da regulamentação dos Pedágios Comunitários, conhecidos como “pedágios caipiras”, iniciados há mais de uma década, mas que perderam importância com o tempo. As associações sem fins lucrativos passaram a administrar as rodovias sem precisar pagar impostos tão altos, e poderão converter o dinheiro arrecadado na manutenção das rodovias.

Segundo explicou o secretário da Sinfra, Marcelo Duarte, a ideia da lei do pedágio comunitário é apresentar uma nova legislação que tornará mais viável para as associações gerirem as rodovias, já que o modelo que era adotado no passado fez com que as associações sofressem com uma carga de impostos que tornava o modelo inviável.

“O pedágio comunitário é uma ideia antiga, mas que agora está sendo trazida para uma nova legislação mais moderna construída com apoio dos nossos parceiros. Com ele, vamos conseguir pedagiar algumas rodovias importantes, deixando a manutenção nas mãos de consórcios e associações, cobrando um valor mais barato e justo, somente para garantir segurança e a trafegabilidade das rodovias”, comentou o secretário da Sinfra.

Na atual gestão, a Sinfra fortaleceu as ações de manutenção por meio das parcerias firmadas com as prefeituras, consórcios e associações para assegurar o tráfego nas estradas não pavimentadas. Somente durante 2017, conforme o secretário Marcelo Duarte, a Sinfra realizou a manutenção e a conservação direta de mais de 7 mil quilômetros de rodovias não pavimentadas da malha estadual em 19 regiões de planejamento técnico do Estado.

O deputado estadual, Dilmar Dal Bosco, enfatizou a importância das leis para o desenvolvimento da infraestrutura do Estado. “São leis importantes para Mato Grosso que amplia, melhora e dá mais condições para as associações buscarem parcerias. Projetos de lei que podem criar dentro do Estado pedágios caipiras que tornam o pagamento de pedágio mais barato em nossas rodovias estaduais, e com isso não vejo dificuldade de aprovar esta lei”.

“Isso já tem dado certo no Estado de Mato Grosso, o nortão melhorou a logística e começou a parceria entre produtor rural e governo, com isso Querência é o terceiro maior produtor de grãos de Mato Grosso. Se nós quisermos ficar sonhando e esperar o governo fazer sozinho, nós vamos ficar sonhando 10 anos e não vai acontecer, mas se houver a parceria entre o governo do Estado e os produtores conseguimos fazer mais com menos dinheiro”, ressaltou o prefeito de Querência, Fernando Gorgen.

O presidente da Associação de Produtores do Vale do Arinos (Aproteles), Moises Prado dos Santos, ressaltou que a parceria tem contribuído de forma positiva para manutenção de rodovias. “É de suma importância essas parcerias, pois sem elas as estradas estavam intrafegáveis. Graças a Deus e com a iniciativa do governador Pedro Taques, do secretário Marcelo Duarte que as coisas estão acontecendo e conseguimos ter estradas em bom estado de conservação, coisa que não tínhamos na região há mais de 15 anos”.

5 comentários

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  • João Capivari
    08 Fev 2018 às 09:05

    O estado incompetente abrindo vaza para organizações inconsequentes!

  • interior
    07 Fev 2018 às 22:46

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  • joao batista
    07 Fev 2018 às 17:10

    COM CERTEZA VAI ACONTECER QUE NEM A MT PROXIMO DE PRIMAVERA, QUE QUEM ERA UM DOS DONOS ERA UM DP, E QUE SEGUNDO MATERIAS QUERIA AUMENTAR O PEDAGIO DAQUELA RODOVIA.

  • indignado
    07 Fev 2018 às 14:52

    Absurdo isso. O Estado assume sua incompetência, a ma gestão do dinheiro público, lava as mãos mas, continua cobrando os mesmos impostos e com as mesmas alíquotas. No mínimo o IPVA teria que ser extinto.

  • Ana
    07 Fev 2018 às 13:04

    ABSURDO

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