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Domingo, 22 de setembro de 2019

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Maggi é contra proposta de Taques para fundo emergencial e defende que governo ataque sonegadores

Da Reportagem Local - André Garcia Santana/ Da Redação - Fabiana Mendes

12 Mar 2018 - 11:40

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto/Ilustração

Maggi é contra proposta de Taques para fundo emergencial e defende que governo ataque sonegadores
Resistente à criação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEEF), o setor do agronegócio é, até o momento, o principal desafio do Governo Estadual para o desenvolvimento do projeto. Na manhã desta segunda-feira (12), o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) se posicionou contra esta a saída criada pela gestão Taques, que deve tirar as contas do governo do vermelho.  

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A resolução do problema, em sua opinião, está na fiscalização de produtores sonegadores. “O que precisa fazer é correr atrás daqueles que não pagam o imposto. É um número bastante grande, levatado pela Secretária de Fazenda. Infelizmente tem coberturas preliminares e outras coisas. Tenho certeza que se acabasse com essa prática de sonegação, muitas empresas aproveitam para retirar mercadorias daqui para exportação, e essas mercadores acabam indo para o mercado interno, onde tem imposto, nós não estaríamos onde estamos hoje.”
 
O coro ganha força com o discurso do presidente da Federação da Agricultura de Mato Grosso (Famato), Normando Corral. Questionado sobre o argumento de que o setor é o que mais recebe incentivos fiscais, além de concentrar renda, ele afirmou que esta opinião parte de desinformação. 
 
“Não conheço todo projeto, conheço só o decreto. O Fethab do milho, nós temos milho que é uma segunda cultura, e produzindo recursos que podem gerar mais impostos, não tem porque creditar. E o outro também é a questão tributaria. Não adianta falar que o tributo está indo para outro setor, acaba indo para o produtor. Eu acho que isso pode ser falado para quem não tem conhecimento”, disse.
 
Mesmo diante disso, o governador Pedro Taques (PSDB) garantiu a continuidade do diálogo com os segmentos, especialmente da indústria e agronegócios. Em sua avaliação a conversa tem evoluído democraticamente, assim, nada será aprovado sem total harmonia com os produtores. 
 
“Nós temos varias entidades, que já concordaram com tudo. Por exemplo, atacadistas, material para construção, vários frigoríficos. Várias entidades que concordaram. O diálogo tem que terminar depois que ficarmos prontos. Estamos conversando com vários setores, para que isso possa ser resolvido. Neste momento, Mato Grosso tem aumentado à arrecadação, tanto que pagamos banco, pagamos os salários dos servidores rigorosamente em dia, para que possamos superar este momento de crise. Vamos deixar a crise para trás, e trabalha neste fundo. Será apresentado após estes diálogos que estamos fazendo”,disse.
 
Nesta segunda, ele deve se reunir com o secretário de Fazenda, Rogério Gallo, para discutir os avanços nas negociações com os empresários. A previsão era de que o projeto fosse encaminhado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) ainda em fevereiro. 
 
 

6 comentários

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  • servidor
    13 Mar 2018 às 09:53

    Tem certeza nobre Maggi , visto que os maiores sonegadores desse estado estao ligados ao agronegócio , atividade pautou sua vida politica

  • GERALDO
    12 Mar 2018 às 18:46

    Esse Senhor deveria dar essa sugestão ao Presidente temer ,que quer acabar com a pensão das viúvas tirando 50% dessa pensão,sugerindo que ele cobre os sonegadores,pois segundo a CPI da Previdência se cobrar os sonegadores sobra dinheiro da previdência e, devia sugerir que cobre do agronegócio.

  • gringo
    12 Mar 2018 às 14:54

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  • Marlene
    12 Mar 2018 às 13:10

    Até que enfim alguém com juízo contra esse MALFADADO PLANO EMERGENCIAL

  • ZE NINGUÉM
    12 Mar 2018 às 13:03

    EU TO LOCO OU ESSE CIDADAO FOI GOVERNADOR E DAVA INCENTIVOS E NAO COBRAVA?

  • sediclaur
    12 Mar 2018 às 12:13

    Eu defendo que além de atacar os sonegadores faça algo no sentido de mudar urgentemente a legislação tributária ( abaixo a lei Kandir) e tributar também as operações de vendas desse povo do agronegócio, da botina, que só tem se beneficiado em seus negócios neste estado, ficado bilionários por tantos benefícios fiscais recebidos, em detrimento dos outros segmentos econômicos e principalmente dos consumidores finais deste estado que é quem de fato paga imposto.

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