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Domingo, 25 de agosto de 2019

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Exportações de unidades da BRF de MT e outros quatros são suspensas pelo Governo Federal

Da Redação - André Garcia Santana

16 Mar 2018 - 14:59

Foto: Reprodução/Internet

Exportações de unidades da BRF de MT e outros quatros são suspensas pelo Governo Federal
O Ministério da Agricultura, Abastecimento e Pecuária (MAPA) suspendeu temporariamente a produção e certificação sanitária dos produtos de aves da BRF exportados do Brasil para União Europeia. A medida, que entrou em vigor nesta sexta-feira (16), afeta 10 fábricas da companhia nos estados de Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e Goiás. A suspensão ocorre depois de a empresa, que possui 35 unidades produtivas espalhadas pelo país, ter sido  alvo de uma nova fase da operação Carne Fraca, da Polícia Federal (PF).

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Assim, ficam proibidos os embarques das unidades da companhia com selo do Serviço de Inspeção Federal (SIF) de números: 1 (Concórdia-SC), 18 (Dourados-MS) , 103 (Serafina Correa-RS), 104 (Chapecó-SC), 292 (Várzea Grande-MT), 2014 (Marau-RS), 2518 (Francisco Beltrão-PR), 466 (Capinzal-SC), 4567 (Nova Mutum-MT) e 1007 (Rio Verde-GO).

Por meio de comunicado aos acionistas e ao mercado, a BRF ressaltou que todos os produtos já alocados na região, bem como os produzidos e embarcados antes do dia 16 de março podem ser comercializados e utilizados sem restrições. Foi informado ainda que está marcada para a próxima semana uma reunião na cidade de Bruxelas, na Bélgica, para o MAPA prestar esclarecimentos técnicos às autoridades sanitárias do bloco econômico. Após o encontro a medida será reavaliada.

“A Companhia reitera que vem mantendo intensa interlocução com as autoridades locais e internacionais, prestando todos os esclarecimentos necessários afim de atestar a qualidade e segurança de seus produtos e preservar o relacionamento comercial com seus clientes e consumidores. A BRF manterá seus acionistas e o mercado em geral devidamente informados sobre qualquer nova informação relacionada ao presente comunicado”, diz o texto.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), que representa a avicultura e a suinocultura do País,também comentou a ação e disse confiar em uma efetiva e imediata solução, por meio do MAPA, para a retomada das exportações. A ABPA lembra que o setor produtivo gera 4,1 milhões de empregos diretos e indiretos para o País.  Somente na BRF, são mais de 100 mil empregos diretos.  A avicultura também protagoniza uma das mais relevantes contribuições para o saldo positivo da balança comercial - superando US$ 7 bilhões em divisas.  

“Por tais razões, o Governo Brasileiro precisa e deve esclarecer rapidamente a questão.  O país não pode ceder às ameaças que colocam em risco milhares de empregos e as empresas do nosso setor.  Somos parceiros de longa data da União Europeia, para onde exportamos mais de 5 milhões de toneladas de carne de frango apenas nos últimos 10 anos.  Nunca houve qualquer registro de problemas de saúde pública relacionados à carne brasileira. Não há, portanto, motivos concretos para impor embargos a qualquer empresa de nosso setor, especialmente tratando de fatos passados e que já foram corrigidos”, diz trecho de texto emitido pela entidade.

Foi reforçado ainda toda a questão em torno deste tema decorre de divergências sobre critérios de classificação de produtos exportados no que tange à Salmonella spp que, em termos práticos, não traz risco à saúde pública.
 

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