Olhar Agro & Negócios

Sexta-feira, 24 de maio de 2019

Notícias / Geral

Presidente da Comissão de Ética diz que MAPA está na vanguarda

Da Redação - Fabiana Mendes

20 Jun 2018 - 15:31

Foto: Divulgação Mapa

Luís Navarro esteve reunido no Mapa, no gabinete do ministro Blairo Maggi

Luís Navarro esteve reunido no Mapa, no gabinete do ministro Blairo Maggi

O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Luís Navarro, disse nesta quarta-feira (20), que com a criação do Selo Agro + Integridade,  o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento assume uma posição de destaque.   O Selo é um prêmio de reconhecimento às empresas do agronegócio que adotam práticas de governança e gestão capazes de evitar desvios de conduta e de fazer cumprir a legislação, em especial a Lei Anticorrupção.
 
Leia mais: 
Maggi lança selo Agro + Integridade, que premia empresas que combatem corrupção

"Uma posição de destaque, de vanguarda, e sinaliza algo muito positivo para o mercado ao dizer que valoriza as empresas que trabalham corretamente. Somente a Controladoria Geral da União (CGU) tem algo semelhante, que é o Pró-Ética", disse Navarro. "Nenhum outro Ministério tem algo específico como o Ministério da Agricultura para o setor do agronegócio".
 
Navarro acredita que, na atual velocidade dos acontecimentos, haverá programas de compliance para todo o mercado no prazo de cinco anos. E lembrou o exemplo do MAPA que passou a exigir compliance das empresas com contratos acima de R$ 5 milhões, e de exigências que também estão ocorrendo nessa mesma direção em legislações de governos do Distrito Federal e do Estado do Rio de Janeiro.
 
"Nas empresas estatais, a Lei 13.303, já impôs o compliance como obrigatório", explicou Navarro. "Nos órgãos de administração direta , e novamente eu cito o exemplo Ministério da Agricultura, que está fazendo um dos melhores trabalhos de compliance, deve demorar um pouco mais, já que não dispõem dos mesmos meios das estatais".
 
O presidente também nota que há uma mudança positiva na implementação de programas de compliance nas empresas privadas, estatais e instituições governamentais. "A gente costuma dizer que compliance, integridade, não é uma jabuticaba, não é uma criação brasileira. E cada vez mais está se transformando de algo que era desejável, incentivado, para praticamente obrigatório".
 
Navarro revelou estar convencido de que os mercados internacionais veem uma empresa premiada com o selo com 'bons olhos' de maneira diferente do que uma empresa que não tem.
 
"Esse tipo de ação, de visibilidade, pode ser decisivo para que uma empresa ou governo decida fazer negócio com uma empresa e não com outra. É o que tem acontecido largamente em outras áreas de negócios. É com bastante tranquilidade e convicção que afirmo que, em vários casos, ter visto empresas se recusando a fazer negócios com quem não dispõe de programa de integridade".
 
Navarro aproveitou para alertar sobre ao risco de banalizar a concessão de selos pela iniciativa privada. Um selo concedido pelo Estado apresenta garantia maior, afirmou. "O que está acontecendo é o aparecimento de muita certificação. Agora, temos o IS0 37001, novo, aprovado no ano passado. A gente que trabalha com isso fica com receio da banalização. Se o ISO resolvesse o problema de gestão, de eficiência, por exemplo, o Brasil só teria uma empresa eficiente. Pense bem: se quero que você me certifique, preciso lhe contratar. E se sou um particular, tenho que pagar. Na hora em que você paga para receber um selo, não é que você esteja subornando, mas é para que o trabalho seja feito. Está claro que há um certo conflito de interesses".

O selo é um prêmio de reconhecimento a empresas e entidades do setor que adotam práticas de gestão a fim de evitar desvios de conduta. Já o Pacto pela Integridade representa o compromisso do setor do agronegócio contra a corrupção. O Ministério da Agricultura é a primeira pasta a implementar um Programa de Integridade alinhado ao Programa de Fomento à Integridade do Governo Federal.
 

1 comentário

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agro Olhar. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agro Olhar poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Chico Bento
    20 Jun 2018 às 15:48

    Kkkkk E cômico senão ilario, caldinho emitindo selo de garantia . Portaria se revoga a qualquer tempo , jogar pra plateia eles sabem bem ....

Sitevip Internet