Olhar Agro & Negócios

Segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Notícias / Agronegócio

Com receita de R$ 17,3 bilhões, Amaggi fecha 2018 com lucro líquido 50% maior

Da Redação - Isabela Mercuri

18 Abr 2019 - 10:24

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Com receita de R$ 17,3 bilhões, Amaggi fecha 2018 com lucro líquido 50% maior
A Amaggi, empresa do ex-ministro da agricultura e ex-governador de Mato Grosso Blairo Maggi, teve um lucro líquido 50% maior em 2018, em relação ao ano anterior. A informação foi divulgada pelo site Valor Econômico nesta quinta-feira (18).

Leia também:
Circuito Aprosoja passará por 25 cidades e terá mesa redonda para debates

Ainda de acordo com a publicação, a soja representou a maior parte da receita da empresa, e teve um salto de 30% em relação a 2017, muito devido à colheita recorde do grão na temporada 2017/18 e pela alta da demanda chinesa, consequência da ‘briga’ com deste país com os Estados Unidos.

Leia a íntegra da matéria:

Lucro da Amaggi aumentou 50% em 2018

Por Kauanna Navarro

SÃO PAULO - A Amaggi, maior produtora e processadora de grãos de capital nacional, a Amaggi, com sede em Cuiabá (MT), surfou a onda que favoreceu o mercado de soja em 2018 e viu seus resultados anuais melhorarem de maneira expressiva.

Em balanço publicado ontem no “Diário Oficial do Estado do Mato Grosso”, a empresa controlada pela família do exministro da Agricultura, Blairo Maggi, informa que fechou o ano com receita líquida de R$ 17,3 bilhões, 22,4% maior que a do ano anterior (R$ 14,1 bilhões), e lucro líquido de R$ 804,8 milhões, alta de 50,6% na mesma comparação.

O resultado antes de receitas e despesas financeiras líquidas e impostos somou R$ 1,3 bilhão, 62% superior ao de 2017. As receitas financeiras alcançaram R$ 711,1 milhões, aumento de 50%, e as despesas financeiras subiram 53,4%, para R$ 759,8 milhões.

Segundo a companhia, sua receita com exportações avançou 37,9%, para R$ 9,3 bilhões. Também registrou incremento expressivo a receita com serviços prestados — a terceiro, o aumento foi de 75%, para R$ 82,4 milhões. Nessa linha entram os serviços prestados pela Navegações Unidas Tapajós e pela Terminal Fronteira Norte - Logística, duas empresas que têm participação da Bunge Alimentos.

Carro-chefe do agronegócio brasileiro — e da companhia, a soja, representou a maior parte da receita da Amaggi em 2018. A participação foi de 57%, ou cerca de R$ 10 bilhões, 30% mais que no ano anterior. O salto foi determinado pela colheita recorde do grão no país na temporada 2017/18 e pela demanda chinesa aquecida em virtude das disputas do país asiático com os Estados Unidos.

Já o faturamento com milho cresceu 2% em 2018, para R$ 2,2 bilhões, e representou 12,7% das vendas totais. A receita com farelo de soja — tanto comum quanto de alto teor de proteína (hypro) — também aumentou. Com farelo comum o avanço foi de 38,2%, para R$ 303,2 milhões, e com o hypro chegou a 5,2%, para R$ 1,4 bilhão. A quebra de produção na Argentina — grande exportadora do farelo — abriu uma janela de oportunidade para as vendas brasileiras.

Em 2018, a Amaggi também viu os custos subirem em relação a 2017. O consolidado de custos dos produtos vendidos e serviços prestados ficou em R$ 15,5 bilhões, avanço de 20,5% na comparação anual.

7 comentários

AVISO: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Agro Olhar. É vedada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O site Agro Olhar poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os critérios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema da matéria comentada.

  • Cícero
    19 Abr 2019 às 07:05

    Agora só falta pagar impostos ao Mato Grosso.

  • Diego Rodrigues
    18 Abr 2019 às 22:58

    Está colhendo os frutos do que plantou durante sua gestão no governo estadual. Deixou tudo preparado.

  • Gustavo
    18 Abr 2019 às 20:19

    Nisso tudo imagina o tanto q o estado e país recolheram de ICMS dos insumos e maquinas, Fethab, ITR, IRPJ, imagina o tanto de empregos gerados direta e indiretamente, outros tantos mantidos, imagina o tanto de familias que dependem disso tudo, o tanto disso tudo que foi injetado no comercio das cidades do estado, imagina o tanto de caridade foi feita e que sera feita com isso tudo? Imagina? Agora imagina a dificuldade pra se fazer isso tudo rodar e dar certo onde muitos torcem e trabalham contra por fora, realmente inimaginável!

  • MARIA AUXILIADORA
    18 Abr 2019 às 19:06

    Alguém e capaz de me dizer se está empresa paga imposto relativo a circulação de mercadoria. O Estado de Mato Grosso tendo em seu território uma empresa que sozinha teve um lucro assim. Não sei porque o governador tá reclamando de falta de dinheiro. É só cobrar essas grandes empresas que a situação estará resolvida.

  • Cícero
    18 Abr 2019 às 18:29

    Excelente notícia. Só falta pagar os impostos devidos ao Estado de Mato Grosso.

  • AVANÇA LOGO MT
    18 Abr 2019 às 18:00

    ALÉM DOS INCENTIVOS ELE FOI MINISTRO DA AGRICULTURA DO LULA E DA DILMA, ENQUANTO O POVO PADECE, ESSES SENHORES NADAM EM DINHEIRO !!

  • sediclaur
    18 Abr 2019 às 11:27

    Nisso tudo quanto não haverá de incentivo fiscal, de não tributação!?

Sitevip Internet