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Segunda-feira, 16 de setembro de 2019

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Indígena de Mato Grosso abre conferência na Alemanha e fala sobre impactos de hidrelétricas

Da Redação - José Lucas Salvani

09 Mai 2019 - 15:48

Foto: Assessoria

Indígena de Mato Grosso abre conferência na Alemanha e fala sobre impactos de hidrelétricas
Marta Tipuici, da etnia Manoki, falou nesta quinta-feira (9) sobre os impactos de hidrelétricas sofrido pelos povos indígenas durante o evento "Hidrelétrica, mudança climática e os objetivos de desenvolvimento sustentável", que acontece em Berlim, Alemanha. Ela é representa a Rede Juruena Vivo (RJV), que busca por alternativas de desenvolvimento na sub-bacia do Juruena (a 909 km de Cuiabá).

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"São as hidrelétricas, em especial as micro e pequenas usinas espalhadas pela bacia do Juruena, que sustentam a produção de muitas empresas produtoras de grãos para exportação. Nossos parceiros na Europa têm um papel fundamental em alertar compradores e investidores sobre os impactos sofridos pelos povos indígenas", declarou a jovem indígena durante sua apresentação no evento.

De acordo com a Operação Amazônia Nativa (OAN), um levantamento aponta que há 138 usinas na bacia do Juruena, sendo 32 em operação, 10 em construção e 96 em fase de planejamento.

O evento conta com a participação de representantes do Brasil, Colômbia, Myanmar, cientistas, representantes da indústria e organizações não governamentais (ONGs) alemãs. "Este é um espaço de diálogo com outros movimentos de países diferentes, e que trazem experiências importantes nesse cenário de retirada de direitos e mudanças climáticas", afirmou Marta Tipuici.

A conferência é feita pela ONG Gegenstromung e coloca em discussão os efeitos socioeconômicos e ambientais das hidrelétricas. O evento pretende endereçar questões e alertas para o Congresso Mundial de Hidrelétricas, que acontecerá em Paris de 14 a 16 de maio.

Heike Drillish, quem organiza o evento, explica que apesar dos impactos das hidrelétricas serem conhecidos desde os anos 80, na Europa muitas pessoas ainda acreditam que as usinas hidrelétricas são uma opção limpa para geração de energia no contexto das mudanças climáticas.

1 comentário

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  • Marcelino Napiocu
    03 Jun 2019 às 23:42

    Certos pensamentos conforme cada um pensa, conforme a feliz fala da Tipuici. Na qual ainda não vi nenhum tipo de alternativas de sobrevivência oferecida ao povo em que pertenso. Pois as duas associações indígenas Manoki, depende muito do recurso gerado pelo trabalho agrícola gerado pela responsábilidase da Agropecuária Manoki. E que o povo também depende muito da energia elétrica instalada em todas as aldeias, gerado pelas PCHs na qual a mesma Tipuici também é iluminada por ela.

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