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Domingo, 22 de setembro de 2019

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Premissas de um sistema de gestão: Leia a coluna de Agustinho Risso

Agustinho Risso

19 Ago 2019 - 08:00

Foto: Divulgação

Premissas de um sistema de gestão: Leia a coluna de Agustinho Risso
Pelo conteúdo compartilhado nos últimos artigos, vimos que os sistemas com funções de gerenciar a estratégia da organização compõem a “parte de cima” de um sistema de gestão.

Essa analogia de cima e baixo é feita pura e simplesmente pois gerenciar a estratégia é uma função que leva naturalmente as pessoas a olharem o futuro da empresa ou determinada área em um horizonte temporal mais distante, permitindo a analogia de composição superior do sistema de gestão.

Vimos também que os outros três sistemas (de gestão das diretrizes, projetos e rotina) são integralmente orientados pela estratégia, sendo essa também mais uma causa para colocarmos a estratégia “acima de tudo”.

Porém, falar de estratégia por si só é algo relativamente abstrato e impalpável por alguns motivos como:

Muitas empresas simplesmente não sabem o que é ou como definir uma estratégia organizacional.

Apesar de algumas empresas executarem eventualmente o processo de concepção da estratégia, ela fica apenas “no papel”.

Se uma empresa começa os  esforços de  estruturação do seu sistema de gestão pela definição da estratégia, dificilmente irá materializá-la, pois a estratégia é primeiramente entregue pelo sistema de gestão da rotina que precisa ser estruturado primeiro.Tendo isso em mente, antes de adentrarmos mais afundo em artigos posteriores o conteúdo e aplicação dos sistemas que de fato materializam a estratégia, abordaremos aqui algumas premissas que precisam ser atendidas para a efetividade de um sistema de gestão.

Honestidade

Apesar de óbvio, ainda existem muitas empresas (públicas e privadas) com práticas desonestas e não é necessário descrevermos muito os motivos que levam sistema de gestão a ruína quando esse tipo de cultura está instaurada.

Treinamento

Hoje em dia está cada vez mais comum existirem áreas dentro das empresas 100% dedicadas a ensino, treinamentos, educação continuada e permanente e isso é crucial para a sobrevivência das empresas no longo prazo.

É certo que muitas empresas apesar de investirem em operações desse tipo, não necessariamente prosperam e na maioria das vezes o insucesso está diretamente relacionado ao distanciamento dos objetivos de treinamento com o alcance das metas estratégicas. Afinal de contas, no mundo corporativo, o conhecimento tem valor apenas se contribui para o alcance das metas. Caso contrário, é apenas informação sem valor agregado.

Planejamento colaborativo

É mais comum do que deveria ser a imensa quantidade de pessoas que de certa forma até por um instinto natural, acreditam que se planejarem sozinhas as medidas para transformar o cenário que atuam, terão mais sucesso do que se planejarem colaborativamente e isso é um grande erro.

O brainstorming com várias pessoas pensando junto sobre uma necessidade de solução certamente pode ser improdutivo. Porém, isso acontece apenas por problemas de método na condução.

Por regra, 2 ou mais pessoas sempre serão juntas mais inteligentes do que se fossem apenas uma e isso cria uma forte necessidade de planejamento colaborativo para a maioria dos processos que exigem planos de otimização, resolução de problemas e aproveitamento de oportunidades de negócio.

Diversidade

Muitas empresas prezam por estereótipos de profissionais com determinado tipo de graduação, especialização, jornada profissional, domínio de idiomas, escola de formação etc., julgando que a adesão a determinados padrões aumentará as probabilidades de sucesso. Porém, não necessariamente é assim que acontece.

Se em uma sala juntamos 5 engenheiros para resolver um problema de engenharia, ok, pode ser coerente, mas se juntamos os mesmos 5 engenheiros para pensar como aumentar o lucro de uma empresa de engenharia, é provável que haja desperdício de melhorias por falta de cultivo a diversidade dos tipos de formação, pontos de vista e jornada profissional que enriquece muito o planejamento colaborativo citado anteriormente.

Percepção holística

Diversas vezes vemos equipes fracassarem ainda que temporariamente, por pressuporem conhecimento prévio das causas de determinados problemas.

Muitas das vezes alguns problemas estruturais são de fato conhecidos e falta apenas atitude para transformá-lo em um resultado favorável. Porém a não rara agilidade excessiva para concluir sobre temas e tomar decisões, gera desperdício de potencial intelectual que seria melhor explorado se as equipes ampliassem a visão holística do todo e se esforçassem um pouco mais para perceberem coisas que “não podem ser vistas” e prestassem atenção em algumas coisas “sem importância”.

Eficiência

A maioria das pessoas já sabe que eficiência é “fazer certo as coisas” e eficácia é “fazer as coisas certas”. Tendo isso em vista, num primeiro momento é difícil determinar o que é mais importante, pois de fato ambos são.

Porém, se eventualmente um sistema de gestão é bem estruturado em nível estratégico, não alcançar a premissa de eficiência, tornará o sistema fadado a falhas, pois em um ambiente sem eficiência as pessoas fazem coisas repetitivas que de pouco servem, poderiam ser substituídas por máquinas e/ou softwares e o ativo da empresa mais importante que é justamente o potencial intelectual de todos estará subutilizado para entregar resultados.

Cumprindo essas premissas, as organizações terão dado os primeiros passos para estruturar sistemas de gestão consistentes que melhorarão progressivamente. Continuaremos abordando essa temática em artigos posteriores. Não perca!

Agustinho Risso é graduado em Engenharia de Produção, especialista em Gerenciamento de Projetos pela Fundação Getúlio Vargas. Sócio fundador da Paladynus Gestão e Consultoria Empresarial, Consultor Associado da Trentim Gestão Estratégica de Projetos, Professor Titular da Graduação, Pesquisa e Extensão do Curso de Engenharia de Produção do UNIVAG. Tem experiência na área de gestão da produção de serviços complexos, com ênfase em gerenciamento de projetos de transformação de processos, custeio por absorção, implantação de ERP, gestão da rotina, planejamento estratégico e desdobramento de metas e operações de controladoria.

Para saber mais sobre como a Paladynus GCE pode contribuir com sua empresa, acesse www.paladynus.com.

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