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Sexta-feira, 15 de novembro de 2019

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Longo período de seca e altas temperaturas fomentou comércio de rua na capital

Da Redação - Thaís Fávaro

24 Set 2019 - 09:20

Foto: Rogério Florentino Pereira/Olhar Direto

Longo período de seca e altas temperaturas fomentou comércio de rua na capital
A forte chuva que caiu sobre Cuiabá na última segunda-feira (23) serviu para melhorar os índices de umidade relativa do ar e amenizar o calor implacável que perdurou por mais de 130 dias na capital. Até então, para 'sobreviver', principalmente no centro da cidade, só com muita hidratação. Água, sucos, picolé, água de coco e sorvete são algumas das opções disponíveis para driblar o calor intenso na capital, que chegou a registrar duas vezes o recorde de 42,3ºC. Sofrimento para alguns, lucros para outros. O segmento de comércio de rua conseguiu nos últimos meses superar a crise e alavancar as vendas com produtos refrescantes.

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O tradicional suco de laranja da Tuti, na feira ao lado da igreja Matriz, no Centro de Cuiabá, é uma das opções mais procuradas por quem anda pelo centro da capital e prefere se refrescar com algo natural. A barraca vende somente suco de laranja com valores que vão de R$ 3 à R$ 6 reais o copo. Tuti que está com o quiosque no mesmo local há 19 anos, conta que esse ano foi um dos mais difíceis para o comércio, mas que atualmente que não consegue contabilizar quantos quilos de laranja usa por dia, muito menos a quantidade de copos de suco ela vende.  “Desde o início do ano que tem sido bem puxado, o movimento caiu muito, mas de uns dois meses pra cá melhorou bastante por causa do calor”, conta.



O aposentado Silval Gaspar de Souza, de 69 anos, trabalha com venda de água de coco para complementar a aposentadoria. Ele contou ao Olhar Direto que só não vende mais porque não tem mais coco. “Quem que aguenta andar nesse calor que ta Cuiabá né? Quando está assim a gente consegue dobrar as vendas. Ontem mesmo eu comecei a trabalhar depois do meio dia porque não acha coco, a concorrência é grande”, afirma.



Greice Araujo tem 31 anos e está gestante de sete meses, ela vende cremosinho no Centro de Cuiabá e conta que começou a vender em novembro e não pegou a mesma época de calor no ano passado, mas que percebe que o calor está “judiando” mais das pessoas por conta do ritmo acelerado que sua rotina tem tomado nos últimos dois meses. “Saio com o isopor cheio e vendo tudo. Chego em casa depois do dia todo na rua e já vou fazer pra vender amanhã, mas não tenho do que reclamar porque é o que tem conseguido pagar minhas contas”, conta ela que vende cerca de 100 cremosinhos por dia por R$ 1,50 cada.



Antonio Leite é vendedor em uma loja de eletrodomésticos há oito anos na rua 13 de Junho. Ele conta que os umidificadores de ar acabaram há uns dois meses e mesmo assim cerca de 40 pessoas aparecem todos os dias procurando pelo produto.”Todo ano é assim, ventilador, climatizador e ar condicionado saí tudo. A gente vende em média aqui nove aparelhos de ar por dia. Se ainda tivesse umidificador de ar aqui na loja venderíamos uns 30 por dia tranquilamente. Todo ano quando entra essa época as vendas aumentam bastante”, diz.
 
Trégua no calor


A chegada da Primavera, estação que tem início nesta segunda-feira (23) no hemisfério sul, deverá trazer chuvas para Cuiabá nesta semana. Uma tempestade caiu na cidade já no primeiro dia da estação, nesta segunda-feira (23), e o fenômeno deve se repetir nos próximos dias. 

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