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Sábado, 22 de fevereiro de 2020

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Após mudança no ICMS, varejistas de materiais para construção anunciam aumento de até 30% nos preços

Da Redação - Vinicius Mendes

19 Dez 2019 - 15:00

Foto: Agro Olhar

Após mudança no ICMS, varejistas de materiais para construção anunciam aumento de até 30% nos preços
Varejistas do setor de materiais para construção anunciaram que a partir do dia 1º de janeiro de 2020 o preço final das mercadorias terá um aumento de 10% a 25% (até 30% em alguns casos), em decorrência das mudanças na cobrança do ICMS oriundas da Lei Complementar nº 631/2019. As alíquotas agora serão cobradas por produto. Mato Grosso é o único Estado brasileiro que ainda não trabalha neste modelo.
 
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A Lei Estadual Complementar nº 631/2019 traz alterações na cobrança do Imposto sobre Operações Relativas à Circulação de Mercadorias (ICMS). Até o final deste mês de dezembro ainda vale a regra antiga, na qual o imposto é cobrado de acordo com o Código Nacional de Atividade Econômica (CNAE) do contribuinte.
 
Ao Agro Olhar o presidente da Associação dos Comerciantes de Materiais de Construção do Estado de Mato Grosso (Acomac/MT), Paulo Esteves, explicou que a alíquota de aquisição, que para materiais de construção em geral era única, agora será cobrada de acordo com o tipo de produto. As alterações também visam adequar a legislação tributária estadual ao procedimento já praticado nos demais estados e autorizado pelo Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), que é cobrança do ICMS ST por produto e não por CNAE.
 
De acordo com a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) Mato Grosso é o único Estado brasileiro que ainda não trabalha neste modelo. A Lei Complementar nº 631/2019 ainda excluiu alguns incentivos, concedidos sem devida aprovação do Confaz. O principal problema, segundo Paulo Esteves, foi o aumento exagerado das alíquotas.
 
“A justificativa que deram é que a tributação em Mato Grosso estava sendo feita de uma forma errada, então resolveram ajustar, o que até faz sentido, mas aí eles aproveitaram para aumentar as alíquotas lá para cima. E não é só o setor de materiais para construção que será impactado, no setor de cosméticos haverá aumento, farmácia também, e outros”, disse o presidente da Acomac.
 
Várias empresas, como a Village Construção e Acabamento, Grupo Modelar, Comapa Construção e Acabamento, Serpal, Verdão Construção e Acabamento, Grupo Monza Tintas, entre outras, já enviaram comunicados informando que a partir do dia 1º de janeiro, em decorrência da mudança do cálculo de ICMS sobre a aquisição e revenda de mercadorias, o preço final terá um acréscimo de 10% a 25%, até 30% em alguns casos.

6 comentários

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  • JJ
    02 Jan 2020 às 09:53

    E viva o tio mauro mendes e seus deputados, Parabens Deputado Dr. Eugenio o Sr. Representou muito bem os interesses do araguaia em nome do governador.

  • Walter
    26 Dez 2019 às 09:00

    Não fizeram a reforma da previdência para os funcionários estaduais e olha quem vai pagar a conta, o trouxa aqui...

  • Youssef - udeu
    20 Dez 2019 às 14:55

    2020 vem aí, lá lá - lá lá - lá lá.

  • DELCIO JANKE
    19 Dez 2019 às 19:30

    Parabéns aos políticos, que aprovaram essa aberração, para justificar o aumento de gastos ( corrupção )! MT, exemplo da desordem política! Governador que teve duas empresas em recuperação judicial, por incompetência, agora aprova essa discrepância!

  • Lcamara
    19 Dez 2019 às 18:38

    Posterguem as compras até onde for possivel, vamos ver se aumenta tanto o preço assim. Muito cuidado, nessas horas os oportunistas de plantão se aproveitam pra aumentar os preços indiscriminadamente. Afinal de contas isso aqui é Brasil!!! Esperar pra ver o que vai acontecer

  • Luiz
    19 Dez 2019 às 15:18

    E dá lhe imposto nesse Mato Grosso dos coroné. Já não basta a energia elétrica mais cara do país.

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