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Sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Notícias / Agronegócio

Mato Grosso deixa SP em segundo lugar e segue líder em valor de produção agrícola

da Redação

15 Jan 2020 - 11:40

Foto: José Medeiros / Folhapress

Plantação de algodão em Campo Verde

Plantação de algodão em Campo Verde

Uma matéria divulgada na Folha de São Paulo desta quarta-feira (15) mostra que Mato Grosso foi líder em valor de produção agrícola em 2019, deixando o estado de São Paulo em segundo lugar pela segunda vez. Enquanto São Paulo seguiu na liderança até 2017 devido à diversidade de suas áreas – de pecuária às lavouras – Mato Grosso teve as receitas impulsionadas por soja, milho e algodão.

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O texto foi divulgado na coluna de Mauro Zafalon, formado em jornalismo e ciências sociais, com MBA em derivativos na USP. 

Leia a íntegra da matéria:

MT desbanca SP pelo segundo ano e concentra maior valor de produção agrícola

Receitas foram impulsionadas por soja, milho e algodão

 
Soja, milho e algodão impulsionam receitas dos mato-grossenses, enquanto paulistas têm recuos na cana-de-açúcar e na laranja.
 
Tradicional líder no ranking dos estados com maior poder de fogo no agronegócio brasileiro, São Paulo volta ser o segundo colocado na lista nacional, cedendo lugar, mais uma vez, para Mato Grosso.
 
São Paulo vinha na liderança até 2017 devido à diversidade de suas áreas no agronegócio, que vão da pecuária às lavouras.
 
Já Mato Grosso, além de ser líder na pecuária bovina, vem obtendo recordes sobre as três culturas que mais se destacam no país no momento: soja, milho e algodão.
 
Com isso, os mato-grossenses chegaram a um VBP (Valor Bruto de Produção) de R$ 102 bilhões no ano passado, bem distante dos R$ 78 bilhões dos paulistas, que ficaram em segundo lugar.
 
A expansão da área de soja em Mato Grosso gerou a necessidade da segunda safra, coberta por milho ou por algodão. Além da liderança na soja, o estado passou a obter também destaque na produção de milho e de algodão.
 
São Paulo ainda se mantém à frente em diversas culturas, como cana-de-açúcar e laranja, mas essas lavouras não evoluíram no ritmo das de Mato Grosso.
 
A queda nas receitas com cana-de-açúcar e com laranja no estado de São Paulo permitiu ao Paraná ter um valor de produção próximo ao dos paulistas. O VBP paranaense foi incentivado pelas culturas de milho, suínos e frango.
 
O cereal ganhou preços devido ao volume recorde de exportação. Já as proteínas, graças à procura internacional, tiveram forte recuperação de preços externos, puxando também os internos.
 
Acompanhamento de José Gasques, do Ministério da Agricultura, mostra que Mato Grosso foi responsável por 16,1% das receitas do agronegócio do ano passado. São Paulo e Paraná vieram a seguir com 12,4% e 12%, respectivamente.
 
O desempenho de Mato Grosso faz com que a região Centro-Oeste lidere o VBP nacional, com 32% do total geral dos R$ 631 bilhões do país. A Sul vem a seguir, com 26%.
 
O cenário de 2019 não foi muito favorável para as lavouras. Devido ao recuo da soja, as receitas totais do setor caíram 0,5%, para R$ 411 bilhões. Já a pecuária subiu 2,6%, para R$ 631 bilhões.
 
A projeção do Ministério da Agricultura para este ano é de um VBP de R$ 675 bilhões, com alta de 7%. As lavouras crescem 5%, e a pecuária, 11%.
 
Vendas recordes de etanol nas usinas
 
As vendas de etanol feitas pelas usinas da região centro-sul, no período de abril a dezembro, mostraram o quanto o mercado desse combustível esteve aquecido em 2019.
 
A Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar) indica que, em média, foram comercializados 2,87 bilhões de litros por mês. No total, foram 25,8 bilhões no período. Deste volume, 18,2 bilhões foram de etanol hidratado.
 
A produção de açúcar ficou estável, somando em 26,5 milhões de toneladas nesta safra. A de etanol, porém, subiu para 32,1 bilhões de litros, 6,5% a mais do que na anterior.
 
Neste período de entressafra, as atividades no setor sucroalcooleiro estão praticamente paralisadas. Apenas cinco usinas processadoras de cana e outras cinco produtoras de etanol de milho estão em atividade.

2 comentários

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  • Zeca
    20 Jan 2020 às 16:06

    Poxa vida, se colocassem nessa conta a produção dos índios de Mato Grosso (milhões de hectares), das ONGs e dos Sem Terras, triplicaria o resultado, não?

  • André Basilio
    18 Jan 2020 às 07:42

    Numericamente, Mato Grosso já deve ter passado mesmo São Paulo. Mas isto só interessa para o governo federal e não para o povo mato-grossense. Mato Grosso produz soja, milho e algodão, mas São Paulo produz uma variedade de produtos agrícolas que Mato Grosso não produz e nem vai produzir. Morar em Mato Grosso é pagar caro por produtos de hortifruigranjeiros, pois tudo vem importado de São Paulo.

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