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Domingo, 31 de maio de 2020

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Levantamento aponta efeitos de pandemia de coronavírus em relações comerciais do Brasil

Da Redação - Vinicius Mendes

05 Abr 2020 - 08:33

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Levantamento aponta efeitos de pandemia de coronavírus em relações comerciais do Brasil
Um estudo realizado pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), com apoio da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Mato Grosso (Famato), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Instituto Matogrossense de Economia Agropecuária (Imea) e sindicatos rurais, analisou os reflexos da pandemia de coronavírus nas relações comerciais do Brasil. Em alguns países da europa a importação de produtos brasileiros pode ser prejudicada, enquanto em outros, como Austrália e Vietnã, a pandemia pode acabar melhorando o cenário.

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De acordo com a avaliação feita pela CNA, na União Européia, como um todo, estão sendo abertas excessões para países exportadores que não utilizam o sistema TRACES, como o Brasil. Para estes está sendo permitinda o envio dos certificados originais escaneados.

Em alguns países pontuais da Europa o Brasil pode ter sua relação comercial prejudicada pelo coronavírus. Os Países Baixos têm evitado adotar ações que possam prejudicar seu papel de “hub” logístico e empresarial europeu. No entanto, a redução prevista da atividade econômica poderá prejudicar, mesmo que indiretamente, a atividade de importadores e distribuidores de produtos exportados pelo Brasil para o país.

A França não adotou nenhuma medida oficial que implica na restrição direta e indireta a importações, do Brasil ou de qualquer outro país. Porém, com uma menor demanda por produtos frescos, devido ao aumento no consumo de produtos não perecíveis, é possível que venha a ocorrer diminuição e importação desses itens.

Em Portugal, as providências tomadas não se aplicam, diretamente, a restrições de circulação internacional de mercadorias. Contudo, a inibição da atividade econômica local, terá inevitável impacto sobre a demanda por produtos importados em geral. Similaro ao que deve acontecer na Grécia, que o fechamento dos bares, restaurantes e cafés deve impactar a demanda local de algumas mercadorias e a redução das atividades de importadores e distribuidores de produtos brasileiros.

Outros países onde podem haver prejuízo das relações comerciais com o Brasil são o Reino Unido, a Índia e a Arábia Saudita. No Reino Unido o atual cenário de redução de voos internacionais para o Reino Unido poderá afetar a malha de distribuição de frutas frescas brasileiras e na Índia a redução da atividade industrial pode diminuir a demanda de matérias primas agrícolas que o Brasil exporta para o país. As restrições do governo saudita podem prejudicar as exportações brasileiras de carne de aves.

Já em outros locais a CNA não avaliou prejuízos. A Alemanha, por exemplo, não adotou nem anunciou, até o momento, nenhuma medida oficial que possa afetar o comércio exterior do país de forma geral ou, em particular, com o Brasil. Embora não haja nenhum registro estatístico oficial, a percepção local é de que há um risco mínimo quanto às exportações do agronegócio brasileiro para o país.

Na Tailândia, em Singapura e em Israel, também não há, até o momento, nenhuma medida que possa impactar diretamente o comércio de produtos brasileiros exportados para estas localidades, conforma avaliação da CNA.

Já em países como o Vietnã e Austrália a pandemia pode acabar trazendo resultados positivos para as relações comerciais. No Vietnã o governo avalia a possibilidade de ampliar as importações, caso os preços não se normalizem, o que pode significar um aumento das exportações brasileiras.

Já na Austrália os efeitos econômicos da pandemia do Covid-19 indicam a queda na capacidade produtiva (área plantada, tamanho do rebanho) em alguns setores. Dificuldades pontuais de certos setores, como a viticultura e mesmo a pecuária de corte, podem ocasionar oportunidades para produtores brasileiros em alguns mercados.

2 comentários

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  • Angelo
    07 Abr 2020 às 22:37

    Mas não existe presidente do Brasil ... a presidência está vaga ...

  • DELCIO JANKE
    05 Abr 2020 às 17:55

    Tentaram com a Amazônia em chamas, com a Marielle, com o porteiro do condomínio, com a avó da Michele, com a moça da banquinha de açaí, com o óleo venezuelano, com os palestinos, com o Queiroz, com a Joyce, com o Mácron, com o papa, com a China, com o Intercept, com os robôs do WhatsApp, com o Maia, com a Globo, com o Alcolumbre, com o STF, com a imprensa, com os governadores do nordeste, com o Witzel, com o Doria, com o Caiado, com o Centrão, com os filhos, com o Bebiano, com os militares, com o relacionamento desgastado com os ministros, com os milicianos, etc etc etc... Ou seja, a crise atual nada tem a ver com o COVID 19 e as estratégias para combatê-lo. Eles querem é derrubar o presidente pois com ele no poder Executivo ninguém mais consegue roubar o Brasil. Entendeu ou quer que desenhe? (Autoria desconhecida)

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