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Sábado, 04 de dezembro de 2021

Notícias | Agricultura Familiar

​Agro da Gente

Prefeitura traz novo abatedouro e firma parcerias para alavancar as cadeias produtivas da zona rural

Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Prefeitura traz novo abatedouro e firma parcerias para alavancar as cadeias produtivas da zona rural
Mais um eixo do programa Pra Frente Cuiabá, o Agro da Gente, foi lançado pela Prefeitura, no último dia 31. O foco deste serão os produtores da zona rural da capital, que receberão acompanhamento e suporte, além de serem inseridos em uma cadeia produtiva mais forte. Um abatedouro de aves deve ser implantado na região do Distrito da Guia, para ser integrado neste programa.
 
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De acordo com o secretário de Agricultura, Trabalho e Desenvolvimento Econômico, Francisco Vuolo, foram firmadas parcerias com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), com o Sindicato Rural, com a Empaer, com o Ministério da Agricultura (Mapa), com o intuito de reverter a situação que Cuiabá está vivendo, onde grande parte dos alimentos que são consumidos na capital, principalmente frutas e verduras, são trazidos de outras regiões.
 
“Levando em consideração que nós não temos nem 8% de área urbana no município de Cuiabá, ou seja, mais de 92% da nossa área, no município, é zona rural, então não há como nós não pensarmos na zona rural, é necessário que tenhamos uma política pública consistente para a zona rural, e isso está sendo desenhado em conjunto com estas entidades”, disse o secretário.
 
O programa Agro da Gente busca fortalecer quatro cadeias produtivas em Cuiabá, sendo a cadeia do leite, a cadeia do peixe, a cadeia ligada a FLV (frutas, legumes e verduras) e a cadeia do frango (principalmente voltado para a galinha caipira).
 
“Nós já fizemos um mapeamento, identificamos região e vocação do produtor rural, para estas atividades, e iniciamos a partir do lançamento do programa todo um trabalho que vai desde o acompanhamento da produção, com acompanhamento técnico, com um processo de logística adequada para a comercialização, além da própria comercialização”.
 
De acordo com o secretário, serão firmados acordos entre a Prefeitura e os produtores para aquisição destes alimentos, que devem ser destinados à merenda escolar e outras entidades que necessitam de alimentos, conseguindo assim também diminuir o custo para o Poder Executivo. Cada cadeia produtiva terá suas particularidades.
 
“Por exemplo, na cadeia das aves conseguimos firmar uma parceria para implantação de um abatedouro aqui em Cuiabá, será instalado na região do Distrito da Guia, e com esse abatedouro nós teremos a condição de fechar os contratos de aquisição da produção do frango caipira do produtor de pequena propriedade. Então o produtor vai poder, dentro do planejamento, produzir aves/frangos, 200 ou 300, e já vai ter a venda garantida por meio de um contrato”.
 
Conforme explicou, a compra de ração ou pintinhos, por exemplo, será subsidiada pelo próprio abatedouro, dando a possibilidade para o produtor pagar depois que vender seu produto.
 
“Então nós fechamos um ciclo garantindo a sustentabilidade. Cada um tem sua característica, no caso do peixe é um pouco parecido, tem o frigorífico, credenciado e preparado para poder funcionar, com sua legislação pronta, mas também vai ter os tanques, que vamos dar o suporte, em alguns inclusive fazendo a manutenção, desde que faça parte do programa”.
 
Vuolo disse que a Prefeitura já está com uma lei encaminhada, para a criação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), que deve beneficiar todos os produtores que fizerem parte deste programa. Então além do acompanhamento técnico, inserção em uma cadeia produtiva fortalecida, o produtor terá garantida a venda.
 
“O objetivo, no processo do Agro da Gente, não é dar o peixe, é ensinar a pescar, é fazer com que amanhã, independente do gestor que estiver, independente do prefeito e independente do secretário, em um processo como desta cadeia produtiva vai continuar funcionando e o Poder Público vai ficar aos poucos só dando assistência técnica, dando suporte, e com o transcorrer do tempo, com a rentabilidade que vai ter, naturalmente vai ser o jogo do ganha-ganha”.
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