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Segunda-feira, 08 de agosto de 2022

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Presidente da FIEMT diz que estadualização vai acelerar obras de ferrovia em Mato Grosso

Foto: Foto: Rogério Florentino/Olhar Direto

Presidente da FIEMT diz que estadualização vai acelerar obras de ferrovia em Mato Grosso
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso (FIEMT), Gustavo de Oliveira, afirmou  que a estadualização da ferrovia que será construída pela Rumo S.A. vai acelerar as obras no estado. 

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Segundo Gustavo, se a ferrovia fosse federal a empresa teria mais problemas para “aprovar o projeto”. Oliveira enfatizou o fato de que o Ministério de Infraestrutura tem muitas outras demandas para lidar. 

“A estadualização permitiu a agilidade na aprovação do projeto e a certeza de que é uma prioridade do estado, um projeto como esse na esfera federal demoraria muito mais para ser aprovado e cairia em uma lista de prioridades imensas, existem mais de 80 solicitações autorizações ferroviárias solicitadas hoje no Ministério de Infraestrutura”, afirmou Oliveira em entrevista à imprensa durante  o workshop “Juntos por Mato Grosso nos Trilhos”.

O evento é organizado pelo IEL (Instituto Euvaldo Lodi) em parceria com a Rumo, responsável pela construção da Ferrovia de Integração Estadual de Mato Grosso. Na avaliação de Oliveira, a ferrovia poderá mudar totalmente a história da indústria mato-grossense. 

“A ferrovia vai oferecer oportunidade para muitas empresas aqui, o cálculo dos especialistas é que nós podemos ter um impacto de mais de 100 mil empregos gerados, entre a construção e também a operação da ferrovia com todos os benefícios que ela traz, além disso vamos ter uma mudança logística importante no estado e com tudo isso novas oportunidades de negócios”, comentou.

Mas na avaliação do diretor de suprimentos da Rumo, Felipe Bertoncello, a estadualização não é necessariamente um fator de aceleração do projeto. Questionado se a ferrovia estadual permite acelerar processos de licenciamento, Felipe disse que isso não ocorrerá. 

“Tivemos ontem a aprovação da licença prévia, foi tão rígido quanto ou até mais, acho que não teve nenhum privilégio com as autorizações estaduais, pelo contrário, nós tivemos 2.500 estudos de traçado justamente para minimizar todos os impactos”, afirmou.
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