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Quinta-feira, 30 de maio de 2024

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Presidente da Aprosoja diz que economia de MT deve ter prejuízo com a quebra da safra da soja

Foto: Divulgação

Presidente da Aprosoja diz que economia de MT deve ter prejuízo com a quebra da safra da soja
O presidente da Associação de Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Lucas Costa Beber, afirmou que a economia de Mato Grosso sofrerá um grande prejuízo por conta da quebra da safra de 2023/2024. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (10), durante a abertura da Parecis SuperAgro, em Campo Novo do Parecis. 


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Em sua fala, o presidente relembrou que esta foi uma safra atípica, na qual há uma queda de produtividade e alguns produtores rurais colheram apenas 10 ou 11 sacas por hectare. Os efeitos da forte estiagem que assolou o plantio da soja ainda estão sendo contabilizados, mas conforme o levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia e Agropecuária (Imea), o Estado deve fechar uma safra de aproximadamente 37,5 milhões de toneladas produzidas. Enquanto que, no ano passado, esse total foi de 45,3 milhões de toneladas.

“No ano passado, só com a queda dos preços, estimamos que saíram mais de R$ 45 bilhões da economia do Estado. Este ano, contando a quebra da safra da soja e os valores, mais de R$ 80 bilhões devem deixar de circular. Isso, considerando que a gente tenha uma safra de milho boa, mas já sabemos que não serão todas as regiões que terão bons resultados porque nem todas estão sendo contempladas pelas chuvas”, explicou.

Diante desse cenário e aproveitando a presença do Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller, no evento, Costa Beber reforçou a necessidade de adoção de medidas efetivas para que os produtores rurais consigam sobreviver ao cenário desolador que enfrentam. A Aprosoja-MT, em janeiro deste ano, encaminhou uma carta ao Mapa com sugestões de medidas. 

A Aprosoja de Mato Grosso pediu a destinação de R$ 500 milhões para alongamento de dívidas, com taxa de 5,5% ao ano; uma linha de crédito de 1,95 bilhão de dólares, a uma taxa de 5,5% ao ano e outra linha de crédito de R$ 1,05 bilhão para equalização de juros agrícolas. “Esse pedido é para que a gente evite uma reação em cadeia para todo o setor”, pontuou.

Em sua fala, o presidente tratou ainda da resolução 140 do Banco Central e pediu que ela seja revista. O texto prevê a restrição de acesso ao crédito agrícola por conta de áreas embargadas.

"Sabemos que muitas vezes o produtor está regular, mas devido a sobreposição cartográfica, o produtor fica com essa restrição ao crédito agrícola e isso é muito prejudicial”, argumentou.

Também participaram da abertura da feira outras autoridades políticas como o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o prefeito de Campo Novo do Parecis, Rafael Machado, além de Bruno Giacomet, presidente do Sindicato Rural de Campo Novo do Parecis e organizador do evento.
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