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Segunda-feira, 16 de setembro de 2019

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Antiga fazenda de café, spa conta com passeios e um visual relaxante; Veja fotos

por Darlan Moreira - Globo Rural

22 Abr 2013 - 08:13

Foto: Jarbas de Oliveira, de Pindoretama (CE)

Antiga fazenda de café, spa conta com passeios e um visual relaxante; Veja fotos
Nem só de agricultura e pecuária vive uma fazenda. Foi o que Patrícia Camarero, dona de casa e então trabalhando em uma instituição educacional, se dispôs a provar quando a propriedade que herdou dos tios, no município de Bocaina (SP), começou a dar sinais, em 2009, de que apenas a lavoura de cana não garantiria a sustentabilidade financeira familiar no longo prazo.

Recém-separada, com três filhos, Patrícia olhou para as instalações da fazenda – que até os anos 1960 produziu café e, com o advento do Proálcool, nos anos 1970, passou a produzir cana-de-açúcar – e decidiu transformá-la em um hotel-fazenda para adolescentes, que receberia preferencialmente jovens com algum tipo de deficiência física. Ela própria perdeu um braço em um acidente na infância, ali mesmo na Fazenda Santa Teresa, e sabe das necessidades e conhece os equipamentos que podem facilitar a vida das pessoas em situação semelhante.

Aproveitando a localização privilegiada da fazenda, vizinha de duas grandes usinas de cana, vendeu parte da área agrícola para bancar a reforma do casario – tulhas, barracões de maquinário e casas de ex-funcionários. Ficou com 100 alqueires de terra roxa, dos quais 50 de canaviais e o restante dividido em uma densa mata de 30 alqueires, pomar, lago e o amplo gramado por onde se distribuem as instalações, inclusive dois grandes terreiros de secagem de café, hoje mais utilizados para festas noturnas ao ar livre, com direito a fogueira.

O projeto, aos poucos, foi ganhando novos contornos. Em conversas informais, Patrícia percebeu que havia uma demanda regional por hotéis-fazenda. Casais jovens, sem filhos, que desejavam passar um fim de semana num ambiente tranquilo, com alimentação saudável, e mesmo funcionários graduados das usinas, em viagem de trabalho, que poderiam se hospedar ali, nas proximidades das empresas. O público AB e B da capital paulista, antes visto como usuário potencial, deixou de ser o alvo.

Na reforma, Patrícia foi auxiliada por uma parente, arquiteta. Além de ampliar as instalações destinadas aos apartamentos – são 12, dos quais dois equipados para pessoas com necessidades especiais –, decidiu aproveitar as imensas tulhas e transformá-las em um spa, reforçando as estruturas para que comportassem grandes paredes de vidro, que dão vista tanto para o gramado como para o lago, onde cria diversas espécies de peixes. Ao lado, um pasto abriga cavalos de montaria e vacas de leite.

Produção local

A veia hoteleira Patrícia herdou do avô, que tinha hotel na região. A capacidade administrativa foi desenvolvida durante os anos em que cuidou da contabilidade da fazenda dos tios, que, por não terem herdeiros diretos, deixaram a propriedade para ela. A beleza da paisagem local e a recuperação de antigos cadernos de culinária da fazenda, submetidos a uma “releitura light”, deram o toque final ao projeto, que consolidou-se em meados de 2011.

Vários ingredientes consumidos na cozinha do hotel-fazenda são produzidos ali mesmo: leite, queijos, verduras, legumes, frutas, café, peixes e frangos. Entre os atrativos naturais estão a mata, onde há trilhas para caminhadas, o lago, onde se pode pescar, e a cachoeira, no interior da floresta, à qual se pode ir a cavalo, de charrete ou a pé. Se o hóspede é mais zen, pode ler, na rede da varanda do apartamento, relaxar no ofurô, fazer yoga, massagem ou uma sessão de pilates no spa.

Para garantir o sossego dos hóspedes, há opção de apartamentos com ou sem aparelho de TV. Divididos em três categorias – standard, luxo e superluxo –, estão distribuídos em blocos separados de acordo com as construções originais, que foram preservadas tanto quanto possível na reforma.

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