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Quarta-feira, 14 de abril de 2021

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PECUÁRIA DE LEITE

Preço do leite pago ao produtor em MT está em valorização e deve se manter

“Já está ocorrendo uma restrição no volume ofertado aos laticínios não só a nível Mato Grosso, como também nas principais bacias leiteiras brasileiras”, pontua o boletim mensal do leite, elaborado pelo Imea.

De Sinop - Alexandre Alves

03 Mai 2013 - 17:00

Foto: RBS-Ilustração

Preço está menor que em 2012, mas deve continuar subindo nos próximos meses

Preço está menor que em 2012, mas deve continuar subindo nos próximos meses

O preço médio mensal do leite pago ao produtor em abril de 2013, que remunera a captação de março, foi cotado a R$ 0,647 por litro, valorização de 1,3% em relação ao pagamento anterior, que foi de R$ 0,639. O maior preço foi praticado na região Nordeste de Mato Grosso, a R$ 0,745 e, o menor, na Noroeste, a R$ 0,552.

Frente ao mesmo mês do ano passado, houve desvalorização no preço médio de 6,3%. Apesar de os preços deste ano estar mais baixos que os de 2012, o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) analisa que 2013 será positivo, já que o produto deve se manter valorizado nos próximos meses.

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“Já está ocorrendo uma restrição no volume ofertado aos laticínios não só a nível Mato Grosso, como também nas principais bacias leiteiras brasileiras”, pontua o boletim mensal do leite, elaborado pelo Imea.

Conforme o instituto, a valorização de abril foi repassada aos produtos lácteos no varejo. Um exemplo disso é o queijo mussarela, principal derivado de leite produzido no Estado e comercializado em outras regiões do país, que passou a custar, no mês de abril, R$ 22,81 o quilo, incremento de 19,24% em comparação à média de março.

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Além da valorização no preço do leite e derivados, o Imea também mensura economia no custo de produção. Com a ótima expectativa para a colheita de milho safrinha este ano, na casa das 14,6 milhões de toneladas, a perspectiva é de queda nos preços do cereal usado na ração para alimentação das vacas. Em julho, a saca de milho poderá baixar de R$ 13, queda de 37,1% em relação a julho de 2012.

“Este cenário positivo para o segundo semestre poderá se tornar um incentivo para os produtores utilizarem a suplementação animal com custos até 10% menores por quilo de ração, incrementando, assim, a produção leiteira na propriedade nos meses em que os laticínios praticam os melhores preços”, visualiza o instituto.

Atualizada às 10h11 de 04/05

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