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Terça-feira, 23 de abril de 2024

Notícias | Economia

Pecuaristas esperam confinamentos mais baratos este ano em MS

Na fazenda do pecuarista Fabiano Bernardes, 40% da boiada já foi escolhida para ser enviada ao confinamento. A propriedade fica no município de Bandeirantes, a 70 quilômetros de Campo Grande.

O transporte será feito nos próximos dias. Serão 4 mil animais divididos em três carregamentos a serem enviados nos meses de maio, junho e julho.

O confinamento ainda não é uma prática muito comum entre os pecuaristas de Mato Grosso do Sul, mas quem faz garante que é um bom negócio. A estratégia vem sendo adotada por Fabiano há oito anos, só que ele sempre estuda a tendência do mercado antes de escolher o tipo de confinamento. Desta vez, preferiu o regime de parceria.

A principal diferença entre o boitel e a parceria é que no boitel, o pecuarista paga as diárias de alimentação do gado e depois deduz as despesas do preço que conseguir na hora da venda. Já na parceria, ele entrega os animais com 13 arrobas no confinamento e isso já fica garantido. O que o boi engordar a mais vai para o confinador. A conta final é feita pelo preço da arroba na hora da venda.

Antônio José de Oliveira é dono de um confinamento em Terenos, a 50 quilômetros de Campo Grande. A partir da segunda quinzena de maio, ele deve fechar 22 mil animais e está otimista com o custo da ração este ano. “Tem muita coisa que subiu, como o óleo diesel, os salários, alguns minerais, mas o milho está com tendência de bom preço e deve baixar em relação ao ano passado”, diz.
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