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Sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

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Neri Geller destaca avanços com Dilma e recorda precariedade do agronegócio durante governo tucano

Da Redação - Ronaldo Pacheco

17 Out 2014 - 08:00

Foto: Rogério Florentino Pereira/ Olhar Direto

Neri Geller divide com  Wellington Fagundes (PR) a coordenação da campanha à reeleição de Dilma Rousseff, em Mato Grosso

Neri Geller divide com Wellington Fagundes (PR) a coordenação da campanha à reeleição de Dilma Rousseff, em Mato Grosso


Os avanços substanciais do agronegócio registrados nos últimos anos correm sério risco de retrocesso, caso a presidenta Dilma Rousseff (PT) não seja reeleita. A advertência partiu do ministro da Agricultura, Neri Geller, ao destacar que os juros de 3,4% ao ano e o CDC de 2,59% para o financiamento agrícola estão entre os primeiros a serem afetados, na hipótese de uma vitória do presidenciável Aécio Neves (PSDB).

“No governo deles, o Plano Safra era de R$ 25 bilhões. Atualmente, com Dilma, o Plano Safra passou para R$ 155 bilhões. Já Seguro Agrícola era menos de R$ 10 milhões, enquanto hoje ultrapassa R$ 750 milhões. Além disso, a agricultura brasileira poderá reviver uma situação de juros altos”, argumento Neri Geller, durante visita à Redação do Olhar Direto.

O ministro observou que em um possível governo de Aécio Neves a agricultura voltaria à idade da pedra. Ele alerta que o tucano tem sinalizado nesse sentido e relembra a situação vivida pelos produtores rurais durantes o governo Fernando Henrique Cardoso.

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“Naquela época, os juros dos financiamentos agrícolas, como o Finame, chegavam a 12% ao ano. Quando o produtor terminava de pagar o trator, por exemplo, ele havia pago o dobro do que realmente valia”, pontuou Neri, que mostra números atuais para comparar os governos do PT e do PSDB. “Hoje, os juros são de 3,5% ao ano, permitindo que o agronegócio seja rentável e cresça”, comparou ele.

O ministro da Agricultura justifica que, entre os resultados, está o aumento nas vendas de máquinas e equipamentos agrícolas. Neste ano, foram 83 mil máquinas comercializadas, movimentando a economia brasileira, gerando emprego e renda.

Neri Geller criticou os supostos compromissos assumidos entre Aécio Neves e a ex-candidata à Presidência da República, Marina Silva, e que envolvem a sustentabilidade na produção agrícola. E colocou sob suspeição as reais intenções de Aécio ao receber o apoio de Marina.

Pelo histórico de Marina Silva quando ministra do Meio Ambiente, Geller mostrou ter uma visão estreita de que não é possível produzir e preservar o meio ambiente ao mesmo tempo. “Já vivemos a situação em que eramos vistos como criminosos e essa situação pode se repetir”, emendou o ministro, que ainda sonha com uma vitória de Dilma em Mato Grosso, o que seria inédito, já que nem Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu, no auge de seu prestígio, em 2006.

Neri divide com o senador eleito Wellington Fagundes (PR) a coordenação da campanha à reeleição de Dilma Rousseff, em Mato Grosso. Ele está percorrendo, neste final de semana, várias cidades pólos para reunir prefeitos, vereadores e líderes e, assim, fazer o comparativo dos números entre os governos do PSDB e PT.

O ministro pediu férias para dedicar-se integralmente à campanha em Mato Grosso e diz que, das 100 lideranças de maior influência no agronegócio brasileiro, cinco são do Estado e quatro delas estão apoiando a candidatura de Dilma, como o senador Blairo Maggi, o ex-presidente da Aprosoja Brasil e Mato Grosso, Glauber Silveira, o produtor rural Eraí Maggi e o próprio ministro.

18 comentários

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  • José Augusto
    21 Out 2014 às 12:07

    Povo ingrato. Votem no Aécio ai vão ver o que é recessão, inflação, desemprego....Os agricultores de MT deveriam se envergonhar. Comparam senhores como vocês eram a 12 anos atras e hoje. Estavam falidos e endividados....É Dilma é 13

  • Mario
    20 Out 2014 às 14:19

    Ideologicamente o governo PT é contra o agronegócio e as grandes fazendas produtoras para exportação. Só não sabe quem é muito desinformado. O PT tem um projeto de poder baseado nas orientações do grupo comunista foro de São Paulo. Chegou a hora do Brasil sair do vermelho e entrar no AZUL a verdadeira mudança é Aécio Neves 45!

  • joaoderondonopolis
    20 Out 2014 às 11:38

    Os caras-de-pau, podem ficar tranquilos que Dilma não ganha. Depois do debate de ontem eu sentir responsável de conseguir mais 20 votos para o Aécio, e 5 já está garantido, que refere-se a 10 votos, pois saíram da Dilma. Daqui até dia 26 conseguirei outros 10 que corresponde a vinte votos.

  • MARCOS GONÇALVES
    18 Out 2014 às 22:19

    temos vergonha do neri geller e do welton enganou o povo de mt perdi meu voto mas espero que o aécio vença para esses dois ficar chupando o dedo.

  • jose alves da silva
    18 Out 2014 às 22:17

    Classe médica declara apoio a Aécio em MT

  • Alexandre
    18 Out 2014 às 19:04

    volta pra brasilia vai trabalhar... o contribuinte pagando salario pra vc fazer campanha politica,, dilma fez nada po MT welton to fora,,,

  • Mario
    18 Out 2014 às 15:15

    Ideologicamente o governo PT é contra o agronegócio e as grandes fazendas produtoras para exportação. Só quem é muito desinformado. O PT tem um projeto de poder baseado nas orientações do grupo comunista foro de São Paulo. Chegou a hora do Brasil sair do vermelho e entrar no AZUL a verdadeira mudança é Aécio Neves 45!

  • Paulo Henrique Mafra
    17 Out 2014 às 19:55

    O MINISTRO DEVERIA ESTAR TRABALHANDO, AO INVÉS DE FAZER CAMPANHA COM DINHEIRO PÚBLICO

  • sandra
    17 Out 2014 às 15:09

    SÓ CEGO QUE NÃO VÊ ISTO! DILMA FOI MELHOR PARA TODOS, AGORA ESTES MATOGROSSENSES MAL AGRADECIDOS , FICAM METENDO O PAU....POR QUE NÃO PERGUNTAM PARA O GOVERNO E PREFEITOS DE MT, ONDE ENFIAM O DINHEIRO QUE VEM PARA A SAÚDE E CONSTRUÇÃO DE ESTRADAS??? ABRA O OLHO, QUE ACABAR DE AFUNDAR TUDO COM ESTE AÉREO NEVER???? SAI FORA.....NA MINHA CASA SÃO 14 VOTOS PARA DILMA, A MÃE DOS POBRES!

  • Fernando Souza
    17 Out 2014 às 13:32

    Precisamos tomar muito cuidado com esse tipo de capanha do terror...Estranha e muito um Senador da Republica hoje como Ministro falar uma babozeira disso...e ladeado com um Deputado Federal agora senador que sabe como a banda toca. Não podemos deixar elevar com politicas de grupos e sim politicas para a sociedade...hoje vivemos uma partilha de bens publico loteados por partidos e coligaqaçoes. O papel do legislador publico foi deturpado pela real democracia que vivemos e o que vemos é cada grupo brigando pelo interesses dos seus seguimentos comerciais. E de deixar perplexo em ver um Senador que o nosso fiscal legal da união olvidar que o papel de le e fazer cumprir a legalidade publica seja ela economica,social na saude na agrucultura nos recursos sociais ...enfim...Temos que ter legisladores que pautem pela legalidade...Se o agronegocio hoje praticado no Brasil está dentro da legalidade,cumprindo todos os aspectos economicos e ambientais e acompanhando a macrroeconomia não tem o que temer quando o assunto realmente a direçao do pais. Infelizmente vejo como mais um momento oportunista e eleitoreiro privando um seguimento. Lembremos que quem financia o agronegocio não e banco...não é união nem seguimento ou ideologia politica e sim o contribuinte, pois principalemente os financiamento quem fia é o governo e o governo sem contribuinte não é nada.

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