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Domingo, 14 de julho de 2024

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SALVADOR DA PÁTRIA

Agronegócio pode não salvar economia brasileira em 2016, avalia Blairo Maggi

Foto: Moreira Mariz/Agência Senado

Agronegócio pode não salvar economia brasileira em 2016, avalia Blairo Maggi
Responsável por 25% do Produto Interno Brasileiro (PIB) nacional e 51% do PIB de Mato Grosso, o agronegócio em 2016 tende a não ser o “salvador da pátria” da economia brasileira como se “viu” em 2015. A falta de chuva em Mato Grosso e o excesso dela na região Sul do país, bem como questão cambial, são fatores apontados como agravantes para possível resultado.


Em 2015 Mato Grosso registrou até novembro um superávit da Balança Comercial de US$ 10,703 bilhões, 13% a menos que os US$ 12,312 bilhões no período o ano passado. Como o Agro Olhar destacou recentemente, de janeiro a novembro Mato Grosso embarcou US$ 11,946 bilhões em commodities para o exterior. O montante é inferior aos 13,957 bilhões do período em 2014. Os dados são do Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

O agronegócio, responsável por 25% do PIB do Brasil, permitiu o desenvolvimento de diversos setores, como é o caso do industrial e serviços, que hoje competem de igual para igual com o mercado internacional.

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De acordo com o senador Blairo Maggi, o cenário do agronegócio em 2016 não aparenta ser de bons resultados. Durante a sessão de encerramento das atividades Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA), realizada na última quinta-feira, 17 de dezembro, o senador por Mato Grosso avaliou que "Uma safra de soja de 100 milhões de toneladas (um recorde no Brasil) ocorre apenas se tudo correr muito bem (de agora em diante), mas as coisas não começaram bem e teremos um ano difícil pela frente".

Uma das maiores preocupações, destacou Blairo Maggi, para o próximo ano é quanto ao tamanho da safra estipulada pela Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).

Em Mato Grosso, por exemplo, a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab) prevê uma safra recorde de 52,2 milhões de toneladas de grãos, sendo 29,056 milhões de toneladas de soja. A previsão de soja da Conab é semelhante ao que o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) previa para o estado, entretanto no início desta semana o Instituto revisou os números e aponta um recuo de um milhão de toneladas para Mato Grosso diante a estiagem de chuva, ou seja, as novas perspectivas apontam 28 milhões de toneladas.

“Embora tenham nos indicado safras grandes o problema do El Niño é muito grave. Em Mato Grosso, onde estou na agricultura há 35 anos, nunca tinha visto um ano tão difícil como esse. Dentro da mesma propriedade temos áreas boas e outras não. Nós não teremos na safra seguinte o mesmo volume, nem os mesmos preços”, afirmou Maggi durante a sessão da comissão.

Blairo Maggi ainda afirmou que "Particularmente, acho difícil se realizarem tais previsões (Conab). O que temos visto é o fenômeno El Niño estragando tudo”.

A questão cambial, na visão do senador mato-grossense, é outro ponto que preocupa o setor produtivo e que pode auxiliar para que o agronegócio não consiga "segurar" novamente a economia brasileira. “Plantar, hoje, não seria o maior dos problemas, mas, o que se faz depois da colheita. Os produtores precisam estar atentos ao mercado internacional, à política cambial, para se organizarem e não serem pegos de surpresa. A análise deve ser de custo, rentabilidade e mercado de commodities”.
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