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Apesar do alto custo e trabalho na instalação de tanques, Mato Grosso se destaca na piscicultura

Da Redação

28 Dez 2014 - 17:44

Foto: Reprodução/Emater

Apesar do alto custo e trabalho na instalação de tanques, Mato Grosso se destaca na piscicultura

Apesar do alto custo e trabalho na instalação de tanques, Mato Grosso se destaca na piscicultura

Uma das atividades que vem crescendo em Mato Grosso é a piscicultura. Esse setor vem ganhando espaço e importância na produção de peixe no Estado. Porém, essa atividade ainda tem um custo muito alto ao produtor,  o que pode levar a perca de interesse pela produção. Apesar do custo ser grande a sua rentabilidade pode ser positiva. Conheça mais sobre a piscicultura e o manejo correto dos tanques.

O Brasil produz cerca de 390 mil toneladas de pescado por ano, esses dados foram registrados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no ano de 2013. A região Centro-Oeste foi responsável por 26,8% de toda a produção. E, Mato Grosso está se destacando na produção de peixes em tanques.

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Para o zootecnista e mestrando na área da piscicultura pelo Departamento de Programa de Graduação Ciência Animal pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Gilcler de Souza, a área da piscicultura possui algumas dificuldades e cuidados que devem sempre ser seguidos. Mas, para ele,  mesmo Mato Grosso sendo o primeiro no ranking nacional em produção de peixe,  a falta de industrialização e de mais incentivos por parte do governo impendem que a atividade cresça ainda mais.

Gilcler tem como tema de sua pesquisa de mestrado a importância da alimentação dos peixes criados em cativeiros e ele ensina como trabalhar com peixes em tanques para ter um bom desempenho. Ele estuda os peixes criados no tanque instalados na Fazenda Experimental da UFMT, localizado em Santo Antonio do Leveger (33 km de Cuiabá). Cerca de 1 hectare da fazenda é reservado para o estudo dos peixes. São instalados no local oito tanques com 800 metros cada um.

Para instalar um tanque adequado para a piscicultura são gastos de R$ 25 mil a R$ 60 mil por hectare. O produtor deve ter um tanque reservado apenas para os alevinos, onde são chamados de berçários e outros para a recria dos mesmos. Os tanques nunca devem ser instalados com sombreamento, pois assim pode prejudicar a temperatura da água para os peixes, que deve ser sempre aquecidos. A alimentação deve ser dada duas vezes por dia com ração especifica para as espécies sempre ricas com proteínas e carboidratos.

O produtor Edson Efrain Vieira, que juntamente com seu pai, Jose Luiz Vieira, produz além de abelhas para a produção de mel, gado nelore para produção e comercialização de carne bovina, produz também peixe em tanques. Sua propriedade fica localizada no município de Aripuanã (1100 km de Cuiabá) e possui 100 hectares.



Segundo Edson, sua família optou pela criação de peixe porque os peixes foram se acabando nos rios e eles acabaram tendo que instalar sua própria peodução na propriedade para o sustento da família. As espécies que são criadas em sua propriedade são tambaqui, piau sul e pirarucu.

Para ele a instalação dos tanques é um pouco trabalhosa e tem um custo elevado, contudo após a conclusão, é gratificante. Além da prática da pesca como lazer, ele pode optar pelo consumo da carne do peixe sem muito esforço para consegui-ls. Na região onde mora a comercialização do peixe varia de R$ 7,00 a R$ 10,00 o quilo, dependendo da espécie.
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