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Terça-feira, 22 de outubro de 2019

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Aprosoja mostra potencial de MT a chineses que implantarão ferrovia

De Sinop - Alexandre Alves

16 Set 2015 - 14:09

Foto: Ilustração

Aprosoja mostra potencial de MT a chineses que implantarão ferrovia
A comitiva da Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja) se reuniu com a China Railway Eryuan Engineering Group Corporation Ltda (CREEC), esta semana, em Pequim. A empresa é responsável pelo estudo de viabilidade da Ferrovia Transoceânica (ou Bioceânica), que vai ligar o Brasil ao Peru, ‘cortando’ Mato Grosso de Leste a Oeste, com cerca de 1,4 mil quilômetros de trilhos. O interesse dos chineses é saber se há demanda de produtos agrícolas para viabilizar a ferrovia.

O presidente da Aprosoja, Ricardo Tomczyk, explicou que Mato Grosso tem capacidade de aumentar sua produção para 150 milhões de toneladas de grãos. Atualmente, a estimativa do Estado é produzir cerca de 60 milhões de toneladas na safra 2015/16 - sendo 29 mi/ton de soja e outros 20 mi/ton de milho. "Uma ferrovia seria muito importante para ajudar no escoamento da produção agrícola", afirma.

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O diretor executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz Ferreira, fez uma apresentação sobre os portos do Arco Norte e mostrou a necessidade dos investimentos em infraestrutura. Por meio da Ferrovia Transoceânica, os vagões com os produtos mato-grossenses poderiam chegar aos portos da região Norte do país acessando a Ferrovia Norte-Sul, em Goiás, que está em fase final de conclusão.

Entre as perguntas, os chineses quiseram saber sobre o tamanho dos navios que navegam no rio Amazonas e o preço de transbordo de cargas no país. O cronograma para a ferrovia é a entrega do estudo de viabilidade em maio de 2016 e, se aprovado, início da obra em 2018, com a conclusão sete anos depois.

Tomczyk lembrou aos diretores chineses os entraves na liberação de licenças ambientais para a obra. Segundo os diretores, o laudo da empresa leva as licenças em consideração e o plano é evitar os pontos sensíveis. Caso não seja possível, farão a compensação ambiental. "Nossa sugestão é que o governo chinês e a empresa deixem claro ao governo brasileiro a necessidade de agilidade neste ponto. Nenhum desafio de engenharia é maior que a emissão destas licenças", afirmou o presidente da Aprosoja.

A vice-presidente do Departamento de Negócios Internacionais da empresa, Jessica Jiang, acredita que este será um projeto multi benefício. "A ferrovia vai resolver parte da demanda por produtos agrícolas da Ásia e o escoamento dos produtos do Brasil".

Ferrovia - A ferrovia Transoceânica terá ao todo 4.200 km de extensão. No Brasil, terá 3.200 km e irá de Campinorte (GO) a Cruzeiro do Sul (AC). Em Mato Grosso, serão 1.400 km com terminais de cargas em pelo menos duas cidades, Lucas do Rio Verde e Água Boa.

Atualmente, são 120 pessoas que trabalham no projeto na China. Há um escritório em Brasília que, por enquanto, tem cinco funcionários chineses. Quando as obras começarem efetivamente, o número de colaboradores deve aumentar no Brasil. O investimento na ferrovia não foi divulgado pela empresa, mas os diretores informaram que esperam que o retorno financeiro ocorra em dez anos.

1 comentário

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  • Eng. Agr. Hermes Serra
    17 Set 2015 às 10:30

    Lendo o material da Reunião da Comitiva da Aprosoja na China com a diretoria da CREEC com data 14/09/2014, sugiro na próxima discussão levar em consideração o potencial mineral do estado de Mato Grosso, principalmente os depósitos minerais de minério de ferro e manganês localizado ao longo do traçado da ferrovia no estado. Assim, sendo, imagino, completar a viabilidade econômica da ferrovia, considerando o Estado como sendo da Mineração e do Agronegócio.

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