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Banco Mundial está percorrendo Mato Grosso para conhecer projetos agrícolas e florestais

Especial para o Agro Olhar - Thalita Araújo

18 Nov 2013 - 10:16

Foto: Projeto Poço de Carbono Juruena

Equipe do Banco Mundial

Equipe do Banco Mundial

O Banco Mundial volta os olhos a Mato Grosso e está, desde o dia 8 deste mês, percorrendo os três biomas mato-grossenes (Pantanal, Cerrado e Amazônia) com objetivo de conhecer projetos agrícolas e florestais.

Segundo informa o projeto Poço de Carbono Juruena, 11 pessoas da instituição financeira compõem a equipe interdisciplinar que visita o Estado até o próximo dia 18.

Além de propriedades rurais, também serão visitadas experiências sustentáveis que tenham potencial de ser replicadas no Brasil e em outros países.

No Brasil, o Banco Mundial apóia dezenas de projetos para melhorar a qualidade de vida na área rural e urbana e estimular o crescimento sustentável do país.

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Em Mato Grosso já apoiou o Programa de Desenvolvimento Agroambiental (Prodeagro), que propiciou a criação da maioria das unidades de conservação e alavancou o Zoneamento Sócio Econômico e Ecológico (ZSEE), informa o Poço de Carbono Juruena.

Entre as iniciativas que estão sendo visitadas foram incluídas uma fazenda com pecuária no pantanal, em Poconé; a Embrapa Agrossilvipastoril, em Sinop, no médio Norte; o Projeto Poço de Carbono Juruena, a indústria madeireira Rohden e a Fazenda São Nicolau, na região Noroeste.

Ao Projeto Poço de Carbono Juruena, Gregor Wolf, coordenador de Operações Setoriais do Banco Mundial no Brasil para a área de Desenvolvimento Sustentável, disse que o banco está “buscando ver do ponto de vista técnico e social o contexto do desenvolvimento rural de diferentes estados do Brasil e naturalmente Mato Grosso teve grandes avanços na agricultura nos últimos anos, mas que também teve um custo”.


Para Paulo Nunes, coordenador do Projeto Poço de Carbono Juruena, que está acompanhando a visita, este tipo de intercâmbio com especialistas que estudam as causas e consequências das mudanças climáticas globais pode trazer importantes informações e oportunidades para ampliar e melhorar os trabalhos desenvolvidos regionalmente.

Projetos

Projeto Poço de Carbono Juruena - desenvolvido pela Associação de Desenvolvimento Rural de Juruena e patrocinado pela Petrobras por meio do Programa Petrobras Ambiental, o projeto envolve cerca de 300 famílias e tem a meta de plantar 1,5 milhão de mudas de espécies frutíferas e florestais nativas da Amazônia em sistemas agroflorestais. 

Os agricultores recebem orientação técnica, capacitações, irrigação, diversos insumos e participam nos intercâmbios em outras experiências consolidadas na região.

Outro importante trabalho relacionado à redução de emissões de carbono vem sendo realizado pelo projeto através do uso de uma serraria portátil, que aproveita a madeira morta das roças e pastagens para a construção de benfeitorias nas propriedades.

Embrapa Agrossilvipastoril - desenvolve projetos de transferência de tecnologia em integração lavoura-pecuária-floresta.

Rohden - indústria madeireira certificada em Juruena que reutiliza a serragem para geração de energia. No passado tinha um termo de cooperação técnica que permitia que assentados coletassem castanha-do-Brasil de sua área de manejo florestal madeireiro.

Fazenda São Nicolau, da ONF Brasil - depois de mais dez anos de manejo possui mais de 2 milhões de árvores nativas plantadas, que sequestram cerca de 8 toneladas de CO2 por hectare/ano.

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