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Quarta-feira, 29 de junho de 2022

Notícias | Agronegócio

9° congresso do algodão

Combate à helicoverpa e definição de preço mínimo são prioridade da cotonicultura

A nata da cotonicultura brasileira prestigiou na noite desta terça-feira (03), em Brasília, a abertura oficial do 9º Congresso Brasileiro do Algodão, evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com a Associação Mato-grossense dos produtores de Algodão (Ampa) e apoio de empresas privadas do ramo.

Foto: Reprodução

Evento debate os rumos do setor no Brasil

Evento debate os rumos do setor no Brasil

A nata da cotonicultura brasileira prestigiou na noite desta terça-feira (03), em Brasília, a abertura oficial do 9º Congresso Brasileiro do Algodão, evento promovido pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) em parceria com a Associação Mato-grossense dos produtores de Algodão (Ampa) e apoio de empresas privadas do ramo.

A tônica dos discursos na solenidade de abertura foi a preocupação de todo o setor com os prejuízos de R$ 10,7 bilhões causados pela lagarta helicoverpa nas lavouras principalmente do oeste baiano, além de Mato Grosso, Goiás, Tocantins e Minas Gerais.

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Os principais representantes do setor defenderam uma ação enérgica do governo federal para liberar os registros de defensivos químicos por parte da Anvisa ao combate à lagarta. Não faltaram críticas ao sistema de registro de agroquímicos.

De acordo com o presidente da Abrapa, Gilson Pinesso, o Brasil vive um verdadeiro colapso com o sistema de registro nos defensivos agrícolas porque defensivos usados no exterior levam anos para serem liberados e, quando são, se tornam obsoletos.

“O Brasil vivem um verdadeiro colapso com o sistema de registro nos defensivos agrícolas, a lentidão nos processos, as proibições nem nenhuma base científica e a falta de sensibilidade com o produtor brasileiro. Isso ficou escancarado com o recente problema da helicoverpa. Perdemos uma batalha, mas não perdemos a guerra”, declarou.

Para o presidente da Ampa, Milton Garbugio, a questão do preço mínimo é outro tema precisa ser considerada pelo governo.

“Faz dez anos que o governo não revê o preço mínimo do algodão. Felizmente não precisamos, pois os preços estão bons. Mas não temos uma referência e uma garantia de preço mínimo ao produtor”, destacou o presidente da Ampa.

A abertura do evento teve a participação do governador Silval Barbosa (PMDB), dos senadores Blairo Maggi (PR) e Pedro Taques (PDT) e do secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Neri Geller.

Entre os objetivos do encontro destaca-se a ampliação dos debates sobre políticas públicas ao setor; aumento da produtividade; gestão de pessoas e do agronegócio; pesquisa e conhecimento tecnológico; além de oportunidades de negócios entre empresas participantes.
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