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Quarta-feira, 03 de março de 2021

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Estoque de machos apresenta queda de 3,15% mesmo com alta do rebanho em Mato Grosso

Da Redação - Viviane Petroli

26 Mar 2015 - 11:31

Foto: Assessoria Acrimat

Estoque de machos apresenta queda de 3,15% mesmo com alta do rebanho em Mato Grosso
O rebanho bovino em Mato Grosso subiu aproximadamente 60 mil cabeças em 2014, após dois anos de queda, entretanto a alta não foi suficiente para manter o estoque de machos acima de 24 meses no pasto. Em 2014 o estoque de machos registrou um decréscimo de 3,15%. O recuo já era projetado, segundo especialistas.

Mato Grosso possui um estoque estimado de 3,89 milhões de cabeças de macho com idade acima de 24 meses. A queda é reflexo do aumento dos abates de matrizes entre os anos de 2010 e 2013 no Estado, em decorrência a problemas com oferta de pastagem, bem como de preços pagos pela arroba do animal.

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De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), em seu Boletim Semanal da Bovinocultura, a elevação do descarte de matrizes para aliviar os gastos ocasionou ao final de 2014 em uma "melhora" dos preços, chegando a atingir R$ 130 a arroba em Mato Grosso, além da redução de 16,43% nos abates dos animais no primeiro bimestre de 2015.

"A expectativa para 2016 é de que haja uma maior oferta de animais, logo, um olhar atento ao que pode acontecer no mercado é fundamental para traçar as melhores estratégias do futuro", declara o Imea em seu boletim.

Conforme o estudo do Instituto, com base em informações do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea-MT), a utilização da capacidade frigorífica instalada em fevereiro no Estado registrou apenas 38,59% da capacidade máxima, o que representa uma retração de 16,9 pontos percentuais em relação a utilização da capacidade frigorífica em janeiro quando 469,15 mil cabeças foram abatidas e a utilização chegou a 46,26%.

"O abate no mês fev/15 foi abaixo do esperado por causa da oferta escassa de animais e também pela greve dos caminhoneiros. Ou seja, essa menor utilização é, por enquanto, produto da falta de bovinos terminados ofertados e não da demanda que, no geral, segue com o consumo interno aquecido e exportações relativamente boas, principalmente devido à alta do dólar", frisa o Imea.

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